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Política

Lula propõe mandatos no STF e conselho para indicações à Corte

Presidente voltou a defender mudanças no Judiciário e afirmou que o Supremo não deve concentrar poderes sem limites.

Lula propõe mandatos no STF e conselho para indicações à Corte
Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender uma reforma no Poder Judiciário e sugeriu mudanças na forma de escolha e permanência de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao canal Normose, no YouTube, ele afirmou que pretende discutir a participação da sociedade nas indicações e criticou o que classificou como o “poder de Deus” da Corte.

Lula disse que o objetivo seria recuperar a credibilidade do Judiciário, especialmente do Supremo. A declaração ocorre em meio a uma crise institucional na Corte, associada ao suposto envolvimento de ministros no caso do Banco Master e ao agravamento de divergências entre magistrados.

O presidente afirmou que uma instituição com capacidade de decidir sem possibilidade de revisão não seria positiva para o país. Também declarou que o exercício do cargo de ministro do STF deveria ser tratado como um sacerdócio e disse que a riqueza seria incompatível com a função.

Entre as propostas mencionadas está a criação de um conselho para embasar as indicações presidenciais ao Supremo. Lula também voltou a defender mandatos para ministros, em vez da permanência prolongada nos cargos. Ele citou períodos de 10 ou 12 anos e estendeu a ideia a outros órgãos do Judiciário e ao Tribunal de Contas.

O presidente reconheceu que a mudança seria complexa por envolver instituições centenárias e a elite brasileira, mas afirmou que pretende tentar avançar com a reforma. Segundo Lula, a participação da sociedade seria necessária para que o processo ocorresse.

Mudanças na relação com o Congresso

Para 2027, Lula também mencionou uma reforma política, com foco na relação entre o governo federal e o Congresso Nacional. O presidente defendeu o fim dos fundos partidário e eleitoral e uma revisão do controle sobre o orçamento da União.

Ele criticou a concentração de recursos nas mãos do Congresso e afirmou que as emendas parlamentares são utilizadas para interesses eleitorais, provocando uma competição distorcida nas eleições. Também disse que o presidencialismo foi sequestrado e questionou a influência de senadores sobre agências reguladoras.

Na avaliação apresentada por Lula, caberia ao governo definir políticas públicas, enquanto as agências deveriam exercer funções de regulação. Ele afirmou que, durante o governo Bolsonaro, o Congresso passou a controlar esses órgãos e que empresários foram representados por indicados de senadores.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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