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Política

Perícia recusa 26 equipamentos do caso Dark Horse por falhas nos lacres

Instituto de Criminalística apontou que as embalagens permitiam acesso aos aparelhos sem romper os lacres; Polícia Civil refez o acondicionamento.

Perícia recusa 26 equipamentos do caso Dark Horse por falhas nos lacres
Foto: Divulgação

O Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica de São Paulo recusou, no início de junho, 26 equipamentos eletrônicos apreendidos em uma investigação sobre suspeitas de irregularidades no contrato do programa WiFi Livre SP e possíveis conexões com a produção de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro.

Os itens foram devolvidos à Polícia Civil depois que a perícia identificou falhas nas embalagens. Os termos de recusa registram 13 pendrives, 8 notebooks e 5 celulares distribuídos em 17 guias. Embora os lacres de segurança estivessem fechados e com a numeração preservada, o acondicionamento permitia acessar os equipamentos sem romper a vedação.

Em 4 remessas, a abertura da embalagem possibilitava retirar o próprio item que seria examinado. Nas outras 13, era possível inserir cabos de alimentação e de transferência de dados. O documento registra que isso tornava “possível a manipulação dos dados no interior do equipamento”.

Entre os aparelhos estavam os telefones de Karina Ferreira da Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e proprietária da produtora do filme, e de Vanderlei Magalhães Natividade. Também foram recolhidos equipamentos em empresas subcontratadas pelo ICB.

Novo acondicionamento

Em 8 de junho, a Polícia Civil certificou o retorno dos objetos e informou ter feito a “readequação dos invólucros”, com a instalação de novos lacres para preservar a integridade dos materiais e a cadeia de custódia. Depois disso, os equipamentos foram enviados novamente ao Instituto de Criminalística.

Os autos registram que parte do material recusado foi posteriormente examinada. Uma das remessas reunia dez pendrives apreendidos na Make One Tecnologia. Outra continha um notebook cuja extração integral de dados foi realizada pelo instituto.

As apreensões ocorreram em 1º de junho, em endereços ligados ao ICB e às empresas Complexys/FastFuture, Urban Connect, Make One e Ultra IP. Foram recolhidos computadores, celulares, pendrives e documentos para rastrear a destinação de recursos do contrato de Wi-Fi.

Neste domingo (13), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que os aparelhos e o material bruto extraído pela perícia paulista fossem transferidos à Polícia Federal, que passou a concentrar essa frente da investigação.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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