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Documento da PF recomenda apuração sobre nome da Operação Elli

Relatório aponta fragilidades em informações sobre Lulinha, registra conflitos internos e sugere levar à Corregedoria a escolha do nome da operação.

Documento da PF recomenda apuração sobre nome da Operação Elli

Um relatório de inteligência da Polícia Federal recomenda que a Corregedoria da corporação apure quem escolheu o nome “Operação Elli”, usado em uma fase da Operação Sem Desconto. O documento considera que a denominação, pronunciada como a letra L, pode ter feito referência indevida a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que não era formalmente investigado naquele momento.

Divulgado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o relatório também registra divergências entre equipes da PF sobre a investigação envolvendo o filho de Luiz Inácio Lula da Silva. O documento critica a elaboração de relatórios concentrados nas menções a Lulinha e classifica como frágeis as provas que o relacionavam à apuração sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

Questionamentos sobre o relatório e o nome da operação

O documento foi produzido por uma unidade ligada à Cinq e encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A análise afirma que a nova equipe responsável pela Operação Sem Desconto, que assumiu os trabalhos em maio, revisou a atuação anterior e apresentou ressalvas sobre a produção de informações a respeito de Lulinha.

O próprio relatório informa que não tem valor probatório e não pode ser usado para atribuir acusações de infrações. Em diferentes pontos, a confiabilidade das informações é descrita como baixa ou moderada, porque os dados dependiam exclusivamente de relatos verbais.

Entre as críticas está a elaboração de um documento sobre as menções a Lulinha e suas viagens com a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Antônio Camilo Antunes. A análise observa que esse material reunia fatos relacionados a todos os envolvidos, e não apenas ao filho do presidente. Ainda assim, segundo o relatório de inteligência, a existência de um documento focado em uma pessoa que não era formalmente investigada criou risco reputacional, já que ele estava disponível nos autos.

A recomendação sobre a “Operação Elli” é que a PF identifique quem escolheu o nome, quando isso ocorreu e qual registro foi feito. O documento também sugere verificar se havia norma interna para a nomenclatura de fases e, caso se confirme a codificação de uma pessoa não investigada, encaminhar o caso à Corregedoria, considerada a instância própria para a apuração.

A avaliação é que nomes de operações que codificam pessoas podem sugerir que o objetivo real de uma diligência é diferente do declarado, comprometer a aparência de imparcialidade perante o controle externo e causar dano reputacional a quem não integra a investigação.

Divergências sobre Lulinha

Com base no relatório, a defesa de Lulinha afirmou que o documento reforça suspeitas de direcionamento da investigação e defendeu o arquivamento das apurações sobre ele.

O relatório, porém, também registra que a investigação avançou após a análise de informações extraídas do celular de Roberta Luchsinger. A PF apontou indícios de que ela mantinha uma sociedade oculta com Lulinha e pediu a abertura de três inquéritos para investigar tráfico de influência.

Havia ainda a suspeita de que Roberta bancava despesas do filho do presidente com recursos relacionados a contratos firmados com empresários interessados em negócios com o governo federal. O documento de inteligência classificou como frágil o vínculo de Lulinha no início da apuração, mas essas informações posteriores foram apresentadas como parte do avanço investigativo.

Mudança na coordenação da Operação Sem Desconto

O relatório foi elaborado para informar a direção-geral da PF sobre impressões e questões internas. A divulgação por Alexandre de Moraes tornou públicos os conflitos entre grupos da corporação. O documento foi usado para incluir André Mendonça no inquérito da Fake News.

Os atritos descritos surgiram depois que a direção da PF decidiu trocar, em maio, a coordenação da Operação Sem Desconto. A investigação deixou de estar sob o comando do delegado-chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e passou da Coordenadoria de Repressão a Crimes Fazendário, a Cgfaz, para a Coordenadoria de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro, a Cgrc.

A alteração substituiu o delegado que coordenava as apurações. Ele havia solicitado busca e apreensão contra Roberta Luchsinger e a quebra do sigilo de Lulinha.

O documento registra que, depois da transferência, aumentaram as tensões funcionais. As fontes nominalmente identificadas nesse trecho são os quatro delegados da Cgrc que assumiram a operação. Segundo a análise, os novos coordenadores passaram a questionar as medidas adotadas pelos responsáveis pelos inquéritos. A autonomia funcional dos investigadores teria sido reduzida, enquanto a nova coordenação passou a aplicar um crivo jurídico e investigativo sobre as etapas da apuração.

Também foram registradas insinuações de que a mudança de comando teria como objetivo “matar” a Operação Sem Desconto.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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