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Política

Planos de governo expõem contrastes entre seis candidaturas em Goiás

Documentos registrados no TSE apresentam diferenças sobre segurança, campo, ambiente, saúde e educação na eleição deste domingo (4).

Planos de governo expõem contrastes entre seis candidaturas em Goiás

Os seis candidatos ao governo de Goiás registraram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) planos de gestão para a eleição deste domingo (4). Os documentos, alguns com mais de 60 páginas, apresentam propostas para segurança pública, reforma agrária, meio ambiente, saúde e educação, mas também revelam diferenças sobre a presença do Estado, a gestão dos hospitais e o modelo de desenvolvimento do estado.

A comparação entre os programas mostra que Daniel Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB) e Luís César Bueno (PT) concentram propostas mais detalhadas nos cinco temas. Wilder Morais (PL), Luciana Amorim (UP) e Danilo Pinheiro (PCO) também apresentam medidas, com diferentes graus de especificidade para Goiás.

Na última pesquisa Quaest, divulgada em 24 de setembro e registrada no TSE, Vilela tinha 42% das intenções de voto. Marconi aparecia com 19%, Wilder com 15%, Bueno com 5%, Luciana com 2% e Danilo com 1%. A margem de erro era de três pontos percentuais.

Segurança e histórico político

Atual governador, Vilela assumiu o Palácio das Esmeraldas em 31 de março, depois da renúncia de Ronaldo Caiado (PSD), que deixou o cargo para disputar a Presidência. Seu plano atribui à gestão da qual participou uma redução de 58,1% nas mortes violentas entre 2018 e 2025 e propõe levar as forças de segurança ao interior, criar o Escudo Digital Goiás contra golpes eletrônicos e ampliar ações de prevenção para jovens.

Marconi governou Goiás por quatro mandatos, entre 1999 e 2018. Preso pela Polícia Federal na Operação Cash Delivery, oito anos antes da eleição, teve os atos da operação anulados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2022. Em seu programa, promete concursos, policiamento nos 246 municípios, reforço do Comando de Operações de Divisas e proteção rural para propriedades, máquinas e rebanhos.

Wilder foi secretário de Infraestrutura durante o governo Marconi e chegou ao Senado em 2012 como suplente de Demóstenes Torres. Eleito senador em 2022, tem Ana Paula Rezende como vice. Bueno, ex-deputado estadual por quatro mandatos, é o candidato do PT.

O plano petista é o único dos três a estabelecer uma meta numérica para os homicídios: redução de pelo menos 20%. Também prevê câmeras corporais para policiais, inicialmente em projeto-piloto, uma rede de proteção às mulheres nos 246 municípios e aumento de 50% no número de presos que trabalham ou estudam.

Os planos de Vilela e Marconi não apresentam medidas específicas sobre a letalidade policial. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra em Goiás uma taxa de 4,9 mortes por intervenção policial por 100 mil habitantes, ante média nacional de 3,1. Nos quatro primeiros anos do governo Caiado, a polícia goiana matou mais de 500 pessoas por ano, conforme os dados citados no debate sobre os programas.

Campo, mineração e Cerrado

Bueno prioriza a agricultura familiar, com ampliação da inspeção estadual, estímulo a bioinsumos, apoio às cerca de 90 mil pequenas propriedades e compras públicas para escolas de tempo integral. Marconi promete assistência técnica, cooperativismo e compras públicas também para assentamentos e comunidades quilombolas.

Vilela trata o agro-hidro-mineronegócio como “principal motor da economia goiana” e propõe crédito, defesa sanitária e reforço das Patrulhas Rurais. O candidato também promete zerar o desmatamento ilegal no Cerrado, acelerar licenciamento e fiscalização com inteligência artificial, estimular mercados de carbono e acabar com os lixões.

Marconi defende irrigação, segurança hídrica e proteção do bioma. Seu plano afirma que “modernizar o licenciamento não significará flexibilizar a proteção ambiental”. Já Bueno propõe manejo integrado do fogo, fiscalização da captação ilegal de água, despoluição do Rio Meia Ponte e participação de comunidades atingidas nas decisões sobre mineração.

O plano do PT registra 503 alvarás de pesquisa de terras raras em Goiás e propõe conselhos territoriais e licenças condicionadas a técnicas de menor impacto. O documento também estima em R$ 2,7 bilhões os recursos do REDD+ Jurisdicional destinados a comunidades vulneráveis e povos tradicionais.

Saúde e educação

A gestão dos hospitais estaduais por Organizações Sociais (OSs) é um dos principais pontos de divergência. Bueno propõe auditoria dos contratos, suspensão de novas licitações, transição para a administração pública direta, concurso para cerca de 4.056 cargos vagos na Secretaria de Saúde e fim da contratação de profissionais como pessoa jurídica. O plano cita que 29 das 38 unidades estaduais de saúde são administradas por OSs.

Vilela e Marconi defendem uma tabela estadual para complementar os pagamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) a hospitais privados e filantrópicos. Vilela chama a medida de Nova Tabela SUS Goiás; Marconi, de Tabela SES. Os dois também prometem ações para reduzir filas.

Os três candidatos propõem ampliar o ensino em tempo integral. Bueno prevê entre 350 a 370 escolas integrais até o fim do mandato. Vilela promete levar os Centros de Ensino em Período Integral a todas as regionais. Marconi defende a retomada da vinculação constitucional de 2% da receita estadual para a Universidade Estadual de Goiás (UEG), além da ampliação das escolas militares.

As demais candidaturas

Luciana Amorim propõe reforma agrária, demarcação de terras indígenas e quilombolas, câmeras em todas as fardas da Polícia Militar, desmilitarização da PM, fim das OSs e uma empresa pública para administrar as terras raras. O programa cita conflitos que atingem 2.973 famílias em 26 municípios goianos.

Danilo Pinheiro concorre com o programa nacional do PCO, que defende expropriação do latifúndio, assentamento imediato de acampados, dissolução da PM e eleição direta para diretores de escola. O documento não apresenta propostas específicas para Goiás.

Wilder Morais propõe plantões regionais noturnos, gratificação para equipes que reduzirem crimes, assistência jurídica a policiais, uma Tabela SUS Goiás e apoio a pequenos produtores com tratores dos municípios. Seu programa também promete acelerar os licenciamentos ambientais.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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