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Política

Projeto na Alepa propõe tornar legado de Zélia Amador patrimônio do Pará

Proposta de Lívia Duarte será votada em turno único e destaca a atuação da escritora na educação, na cultura e no movimento negro.

Projeto na Alepa propõe tornar legado de Zélia Amador patrimônio do Pará

A trajetória de Zélia Amador de Deus na defesa da igualdade racial está no centro de um projeto que a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) votará nesta terça-feira (8). A proposta pretende reconhecer a obra literária da escritora como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Pará.

De autoria da deputada Lívia Duarte, o projeto recebeu parecer favorável das comissões de Justiça e Cultura e será analisado em turno único. Na justificativa, a parlamentar relaciona os livros de Zélia a períodos da história brasileira e à organização do movimento negro contemporâneo.

Entre as obras mencionadas está Caminhos Trilhados na Luta Antirracista, que aborda a resistência à ditadura militar, a redemocratização do país e os debates sobre igualdade racial. A produção também é apresentada como registro das especificidades do movimento negro dentro do feminismo.

Formação e atuação acadêmica

Zélia tem graduação em licenciatura plena em Língua Portuguesa, especialização em Teoria Literária, mestrado em Estudos Literários e doutorado em Ciências Sociais. É professora da Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1978, onde lecionou História da Arte, Estética e História e Teoria do Teatro.

Ela ocupou a vice-reitoria da UFPA de 1993 a 1997. Atualmente, exerce a função de assessora da diversidade e inclusão social da instituição, ligada à Reitoria. O cargo foi criado pelo reitor Emmanuel Tourinho em 2016, e Zélia foi sua primeira ocupante.

A escritora também foi a primeira docente negra e a segunda da área de artes a receber o título de Professora Emérita da universidade. Em 2019, recebeu oficialmente essa distinção.

Participação em entidades do movimento negro

Segundo a justificativa apresentada por Lívia Duarte, Zélia participou da formação da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), no fim dos anos 1970. Em 1980, ajudou a fundar o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa).

Criado em sua maioria por mulheres, o Cedenpa teve participação no movimento feminista negro e integra até hoje a Articulação Nacional de Mulheres Negras. A entidade também ajudou a organizar a 3° Conferência Mundial Contra o Racismo e Discriminação Racial, realizada em Durban, na África do Sul, em 2001.

Na avaliação registrada pela deputada, a atuação de Zélia contribuiu para aproximar a universidade da realidade social amazônica. “A luta da professora Zélia sempre foi para que a universidade refletisse a realidade social da Amazônia”, afirmou Lívia na justificativa.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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