O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta segunda-feira (21) que dívidas trabalhistas ligadas a uma empresa que esteve em seu nome são responsabilidade da companhia, e não dele. O político disse que comprou o negócio já com problemas financeiros e que depois deixou a empresa.
Na avaliação de Renan, a existência de ações trabalhistas não caracteriza crime. Ele comparou a situação a dificuldades enfrentadas por empresas e criticou o modelo de contratação e demissão no país.
“Empresas passam por dificuldades e isso não é crime”, afirmou. O candidato também disse que a companhia teria patrimônio suficiente para responder pelas obrigações e classificou o caso como uma situação de recuperação empresarial.
Críticas ao modelo trabalhista
Durante a entrevista, Renan questionou o volume de processos e indenizações trabalhistas no Brasil. Para ele, as regras atuais foram elaboradas em um contexto econômico diferente do atual, antes da expansão da internet e da economia de serviços.
“Eu comprei a empresa com os problemas. E depois eu saí da empresa. Essas dívidas não me pertencem”, declarou. O candidato sustentou que os débitos permanecem vinculados à pessoa jurídica e afirmou que a questão não teria relação pessoal com ele.
Renan também atribuiu parte do cenário a juízes que, segundo ele, tentam fechar empresas. Ao defender mudanças no modelo, chamou de inadequado o sistema trabalhista brasileiro e afirmou que ele não corresponde às características da economia atual.
A entrevista integrou uma série com os seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República.


