A notícia e o que está por trás
Política

SSP de São Paulo nega violação de lacres em aparelhos da Operação Wi-Fi

Secretaria afirma que embalagens foram ajustadas antes da perícia e rejeita acesso ou manipulação dos dados apreendidos.

SSP de São Paulo nega violação de lacres em aparelhos da Operação Wi-Fi

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo negou nesta segunda-feira (14) que aparelhos eletrônicos apreendidos na Operação Wi-Fi tenham tido os lacres violados ou os dados acessados. A ação da Polícia Civil foi realizada em 1º de junho deste ano e investiga suspeitas de irregularidades no contrato do programa WiFi Livre SP e possíveis conexões com a produção do filme “Dark Horse”.

A operação cumpriu mandados em endereços ligados à empresária Karina Ferreira da Gama, produtora da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os equipamentos estavam os telefones de Karina, que preside o Instituto Conhecer Brasil (ICB), e de Vanderlei Magalhães Natividade, além de dispositivos recolhidos em empresas subcontratadas pelo instituto.

Divergência sobre os equipamentos

Em nota, a SSP afirmou que os 27 dispositivos foram lacrados pela Polícia Civil nos locais das apreensões, com a presença de testemunhas, e enviados à Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC). A pasta disse que a recusa inicial ocorreu durante a verificação técnica das condições de acondicionamento e lacração.

Embora os lacres estivessem íntegros, algumas embalagens tinham pequenos espaços e foram devolvidas para adequação, segundo a secretaria. O procedimento teria sido documentado, com novo lacre dos itens antes do recebimento pela perícia. A SSP negou acesso, extração ou manipulação dos dados e afirmou que não houve comprometimento da cadeia de custódia. Também disse que a fotografia divulgada pela imprensa não mostrava os objetos apreendidos na operação.

O relatório do Instituto de Criminalística registra, porém, a recusa de 26 equipamentos eletrônicos. Os termos, datados do início de junho, descrevem problemas em dois grupos de embalagens: em quatro remessas, a abertura permitia retirar a própria peça que seria examinada; em outras 13, era possível inserir cabo de alimentação e de transferência de dados.

O documento afirma que, nessas condições, seria “possível a manipulação dos dados no interior do equipamento”.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.