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Política

Quebra de sigilo do Banco Master pode ampliar alcance das investigações, diz analista

Rosemary Segurado afirma que o caso envolve dinheiro público, eleições e suspeitas sobre o financiamento ligado à família Bolsonaro.

A quebra de sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master, ao empresário Daniel Vorcaro e a autoridades pode ampliar a transparência sobre o caso e seus efeitos no processo eleitoral de outubro. Entre os nomes envolvidos está o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como presidenciável. A avaliação é da cientista política Rosemary Segurado.

Para Segurado, o andamento do caso foi marcado por um vazamento seletivo de informações, com potencial de atingir apenas parte dos envolvidos. Ela defende que o conjunto dos materiais deveria ter sido divulgado antes e elogia a atuação do ministro Flávio Dino. “O que nós entendemos é que vamos ter uma clareza”, afirmou, ao sustentar que a divulgação pode ajudar a identificar a rede de atores relacionada aos escândalos.

A analista também criticou a demora inicial atribuída ao presidente da Corte, Edson Fachin. Na avaliação dela, o avanço das investigações nas últimas duas semanas exige respostas diante da proximidade do processo eleitoral. Segurado destacou ainda a necessidade de esclarecer o destino de recursos públicos que teriam sido movimentados no caso.

Emendas e produção cinematográfica

A operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, envolveu, entre outros nomes ligados ao bolsonarismo, o deputado federal e ex-secretário do governo Jair Bolsonaro, Mário Frias (PL-SP). A investigação trouxe a suspeita de uso de emendas parlamentares para financiar o filme “Dark Horse”.

A hipótese contrasta com a versão sustentada por Flávio Bolsonaro de que os recursos usados na produção eram exclusivamente privados. Segurado classificou o possível uso de verbas orçamentárias como desvio de dinheiro público.

A cientista política também relacionou as investigações a Daniel Vorcaro e afirmou que ele teria retirado recursos de idosos e pensionistas para financiar a cinebiografia de Bolsonaro e manter Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. “Nós vamos chegar a um caixa dois imenso utilizado pela família Bolsonaro”, disse Segurado, acrescentando que esse dinheiro poderia alcançar a campanha de Flávio.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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