Um ataque de drones contra Novorossiysk, na Rússia, deixou quatro pessoas mortas, incluindo uma criança, e 29 feridas na madrugada desta quarta-feira (9). Três dos feridos estão em estado grave, informou o governador da região de Krasnodar, Veniamin Kondratyev.
O prefeito de Novorossiysk, Andriy Kravchenko, disse que detritos de drones atingiram instalações industriais e uma área próxima a um prédio residencial. Kondratyev afirmou que uma igreja ortodoxa, um jardim de infância, três edifícios privados e cinco prédios de apartamentos foram danificados.
“Novorossiysk era o principal alvo. Infelizmente, quatro pessoas morreram, incluindo uma criança”, escreveu o governador nas redes sociais. Ele também informou que todas as pessoas feridas recebem atendimento médico e que podem ser transportadas para centros médicos regionais, se necessário.
O Ministério da Defesa russo declarou que os sistemas de defesa aérea destruíram 596 drones ucranianos sobre 12 regiões da Rússia e o Mar Negro. O período considerado vai das 20h do dia 8 de setembro às 8h do dia 9 de setembro, no horário de Moscou.
Segundo o comunicado, os drones foram abatidos sobre Belgorod, Bryansk, Kaluga, Kursk, Oryol, Orenburg, Rostov, Samara, Tula e Ulyanovsk. Também houve interceptações sobre Krasnodar, a República da Crimeia e o Mar Negro.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou o ataque à região de Novorossiysk, mas não comentou as mortes de civis. Ele afirmou que a ação teve como alvo a infraestrutura militar. Zelensky declarou que a base naval foi atingida, incluindo um terminal de carregamento de petróleo, instalações portuárias militares, navios de guerra e um porta-aviões Kalibr.
O ataque ocorreu enquanto Estados Unidos e Rússia retomam discussões sobre uma possível resolução da guerra. Na terça-feira (8), Vladimir Putin e Donald Trump conversaram por telefone sobre negociações conduzidas pelos enviados estadunidenses Steve Witkoff e Jared Kushner, que estiveram em Moscou e Kiev nos dias anteriores. O Kremlin informou que os dois presidentes avaliaram positivamente as reuniões.
Witkoff afirmou ter havido progressos substanciais nas conversas. Moscou indicou disposição para continuar o diálogo, enquanto a deputada ucraniana Anna Skorokhod disse que as condições apresentadas pelos enviados americanos a Kiev seriam piores que propostas anteriores e poderiam incluir mudanças constitucionais e reconhecimento de territórios.


