RECIFE — Movimentos populares, sindicatos, pastorais religiosas e lideranças católicas participam nesta segunda-feira (7) do Grito dos Excluídos, manifestação que usa o Dia da Independência do Brasil para cobrar direitos sociais e autonomia para a população. No Recife, a concentração começa às 9 horas, no parque Treze de Maio, na área central da cidade.
A mobilização questiona a falta de garantia integral de direitos básicos, como moradia, trabalho, saúde e educação. O ato ocorre enquanto parte das celebrações estatais da data é dedicada a marchas militares. Depois da concentração, os participantes devem caminhar pelas ruas do centro do Recife. O trajeto ainda não foi divulgado; tradicionalmente, a caminhada termina no pátio da Igreja do Carmo, na avenida Dantas Barreto.
Lema e organização
Com o mote tradicional “a vida em primeiro lugar”, o Grito dos Excluídos chega ao seu 32º ano com o lema “defesa da terra, paz e da moradia, erguemos a voz: Mulheres vivas e soberania!”. A formulação relaciona a mobilização ao aumento dos índices de feminicídio e de violência contra as mulheres no Brasil e também defende uma posição altiva do Estado brasileiro diante de ameaças feitas pelos Estados Unidos nos últimos meses.
Os organizadores afirmam defender um país justo, plural, solidário e fraterno, com vida digna para todos os cidadãos. A preparação do ato ocorre há seis meses, de março a agosto, em reuniões quinzenais na sede do Movimento dos Trabalhadores Cristãos (MTC), no bairro da Boa Vista. Os encontros são abertos à participação.


