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Autonomia da Polícia Federal foi ampliada nos governos do PT, diz ex-agente

Roberto Uchôa afirma que investimentos fortaleceram a PF e avalia que a crise atual não deve interromper suas investigações.

A autonomia atual da Polícia Federal foi construída a partir do primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva e mantida nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT), segundo avaliação do ex-policial federal Roberto Uchôa, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Para ele, a instituição ganhou estrutura e capacidade para atuar em investigações de corrupção e em outros casos de interesse nacional.

Uchôa associa esse processo ao aumento do efetivo, aos investimentos em tecnologia e às melhorias salariais. Na avaliação do ex-policial, essas medidas ampliaram a dimensão da PF e seu impacto no combate à corrupção no Brasil. “A Polícia Federal é uma instituição de Estado”, afirmou.

Interferência e disputas internas

Durante o governo de Jair Bolsonaro, houve uma tentativa de interferência na Polícia Federal, de acordo com Uchôa. O então ministro Sérgio Moro denunciou o caso publicamente e rompeu, naquele momento, com o bolsonarismo.

Mais tarde, a PF ocupou posição central nas investigações sobre a tentativa de golpe atribuída a Jair Bolsonaro e a seus aliados no começo de 2022. Uchôa ressalta, porém, que a independência institucional não elimina disputas entre grupos internos por controle, cargos e apoio político. A instituição, segundo ele, é formada por pessoas e, por isso, está sujeita a conflitos.

A PF passou novamente ao centro da crise depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues. Mendonça alegou ter sido alvo de “monitoramento ilegal”. Na tarde desta terça-feira (8), 11 diretores da corporação colocaram os cargos à disposição em reação ao afastamento.

Uchôa avalia que o gesto não deve paralisar as investigações, conduzidas por delegados e equipes policiais. Ele afirma que essas atividades não dependem de autorização específica da diretoria ou da direção-geral. Eventuais efeitos poderiam aparecer em questões administrativas, como falta de recursos, problemas de estrutura, entraves burocráticos ou atraso na liberação de verbas para uma operação.

O ex-policial também diz que a PF dispõe de quadros preparados para assumir as funções de direção e que esses profissionais compreendem a necessidade de preservar a autonomia da instituição e a independência das investigações diante de interesses político-partidários. Na avaliação dele, não deverá haver interferência.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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