CURITIBA — A capital paranaense recebe neste domingo (20) a 1ª Marcha pelo Clima, mobilização organizada por movimentos e coletivos socioambientais de Curitiba e da região metropolitana. O ato começa às 10 horas, na Praça 19 de Dezembro, e integra um chamado nacional realizado em várias cidades do país.
Com o lema “A esperança no futuro é a ação coletiva agora”, a marcha pretende chamar atenção para a emergência climática e defender mudanças consideradas profundas e estruturais pelos organizadores. Entre as bandeiras estão a valorização dos modos de vida dos povos indígenas, a produção de alimentos sem veneno e o respeito aos limites do planeta.
Reivindicações aos governos
A organização afirma que a responsabilidade não deve ser colocada apenas sobre a população por meio da cobrança de consumo consciente. O movimento também pede responsabilização de governos negligentes e de grandes empresas que lucram com a destruição da natureza.
As reivindicações foram divididas conforme a esfera de governo. Ao governo federal, os participantes pedem o fim do financiamento público para o agronegócio, apontado pela organização como o maior responsável pelo desmatamento. A proposta é direcionar recursos para a agricultura familiar, garantir desmatamento zero, proteger terras indígenas e cobrar impostos mais altos de quem mais polui.
Para o governo do Paraná, a marcha defende que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) adapte as redes elétricas para fontes renováveis e ofereça subsídios à geração desse tipo de energia. Também reivindica investimentos no campo, com fortalecimento da produção de alimentos e da agroecologia, para evitar que jovens abandonem suas terras.
À Prefeitura de Curitiba, os organizadores pedem tarifa zero no transporte público, com qualidade suficiente para reduzir a poluição provocada pelos carros. Também cobram proteção para as árvores, os rios e os animais da cidade.


