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Artigo defende escolha eleitoral entre desenvolvimento e retrocesso

Jaqueline Moll reconstitui disputas políticas recentes e sustenta que a eleição opõe projetos distintos para o futuro do Brasil.

Artigo defende escolha eleitoral entre desenvolvimento e retrocesso

Jaqueline Moll, pedagoga, doutora em Educação e professora titular da UFRGS, afirma que a eleição definirá o caminho do Brasil nas próximas décadas. Em artigo de opinião, ela apresenta a disputa como uma escolha entre a continuidade de políticas de desenvolvimento e a possibilidade de retorno ao que descreve como um período de caos, retrocessos e desorganização política.

A autora situa a alternância entre diferentes grupos e visões de país como uma característica da democracia no período posterior à Constituição de 1988. Na avaliação dela, esse ciclo combinou um projeto conservador, de traço neoliberal, e outro progressista, de orientação social-democrata.

O balanço do período recente

Para Moll, a deposição de Dilma Rousseff, em 2016, interrompeu esse caminho. Ela atribui o episódio à articulação de forças políticas e econômicas contrárias aos processos de inclusão e de afirmação nacional que, segundo sua análise, ganharam força sobretudo a partir de 2003.

O artigo associa os anos de 2017 e 2018 à retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, ao teto de gastos e à reforma do ensino médio. Já o período entre 2019 e 2022 é descrito como uma fase de agravamento da crise, marcada, na avaliação da autora, pela negação da ciência, pelo atraso nas vacinas, pelo retorno do Brasil ao mapa da fome e pelo recuo de políticas sociais e ambientais.

Moll também relaciona esse período às 700 mil mortes na pandemia de covid-19, à paralisação de processos de desenvolvimento e à desestruturação do Plano Nacional de Educação. Ela menciona ainda os ataques às instituições e a destruição de patrimônio público na Praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023, episódio que classifica como uma tentativa de golpe.

A eleição de Lula para seu terceiro governo é apresentada como uma mudança de direção. Conforme o artigo, o país teria retomado sua presença internacional e criado condições para voltar a trabalhar, estudar e planejar o futuro. A educação e a ciência, a criação de oportunidades de trabalho e a redução da hostilidade no discurso político aparecem como sinais dessa retomada.

A escolha apresentada no artigo

Com a chegada de um novo período eleitoral, a autora afirma que o país volta a enfrentar a possibilidade de retorno do projeto associado ao governo anterior. Ela critica declarações atribuídas ao filho do ex-presidente, incluindo referências a estupro, ao consumo de pessoas e a meninas de 14 anos da periferia do Distrito Federal.

Moll também menciona o envolvimento dele com milicianos e acusações de irregularidades, além de uma relação com um banqueiro que, segundo o artigo, teria embolsado milhões em recursos públicos e desestabilizado a República.

Ao concluir, a autora contrapõe dois cenários. De um lado, enumera desenvolvimento, respeito à população, soberania, estabilidade política e continuidade de avanços sociais. De outro, aponta caos, destruição ambiental, ascensão do crime organizado, desprezo pela ciência e ameaça à democracia. Para ela, diante dessa alternativa, a decisão eleitoral não deveria ser difícil.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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