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Irã diz que abandonará respostas proporcionais após ofensiva americana

Mohammad Bagher Ghalibaf afirmou que Teerã prepara retaliações mais rápidas e duras após bombardeios contra navios e uma festa de casamento.

Irã diz que abandonará respostas proporcionais após ofensiva americana
Foto: AFP/Comando Central dos EUA (Centcom)

O Irã anunciou que pretende intensificar e acelerar as retaliações contra os Estados Unidos após bombardeios que atingiram três navios petroleiros iranianos. Neste domingo (6), a Guarda Revolucionária Iraniana informou ter realizado um ataque contra dois navios de guerra americanos.

Em discurso no Parlamento, o porta-voz da Casa, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que a resposta iraniana não seguirá mais uma lógica de proporcionalidade. “Os americanos devem ter compreendido que a era das respostas proporcionais terminou”, afirmou Ghalibaf durante a sessão pública realizada pela manhã, no horário local.

O parlamentar também relacionou o aumento das sanções americanas a dificuldades para as cadeias de abastecimento e para o sistema energético do país. Segundo ele, o Irã precisa desenvolver estruturas de gestão no setor de importação e ampliar a produção nacional.

As Forças Armadas iranianas afirmaram que os bombardeios americanos ocorreram depois que um porta-aviões e um destróier dos Estados Unidos evitaram ataques iranianos. Para os militares, a ofensiva demonstrou desespero diante do fechamento do Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos, por sua vez, bloqueiam o acesso a portos iranianos. Nenhum dos lados sinalizou recuo.

Ataque durante casamento

Em Kuhestak, no sul do Irã, centenas de moradores participaram na última quinta-feira (3) do funeral das vítimas de um ataque americano contra uma festa de casamento. O bombardeio ocorreu no início da semana e atingiu uma residência por volta das 21h30 de terça-feira (1º), durante a celebração.

Entre os mortos estava Amir-Mohammad Karimi, de quatro anos, identificado como a única criança entre as vítimas. Autoridades iranianas informaram que ao menos quatro pessoas morreram e quase 70 ficaram feridas. Também morreram uma adolescente de 16 anos e dois adultos. A quantidade de vítimas pode aumentar devido à gravidade dos ferimentos.

O Movimento Internacional da Cruz Vermelha apresentou uma representação ao Tribunal Penal Internacional, pedindo uma investigação independente. O Irã classificou o bombardeio como crime de guerra.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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