A Polícia Federal confirmou às autoridades dos Estados Unidos que não há brasileiros entre as 163 crianças resgatadas em uma operação contra o tráfico de pessoas na Flórida e em outros países.
De acordo com o governo norte-americano, as crianças foram encontradas em situações de abuso, negligência, exploração e contato com atividades criminosas, incluindo casos relacionados ao tráfico humano. Após o resgate, elas foram encaminhadas para serviços de proteção e atendimento especializado.
Casos brasileiros
Entre as crianças procuradas estão Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, irmãos desaparecidos há mais de oito meses no Maranhão. Também está Édson Davi, que desapareceu aos 6 anos, em janeiro de 2024, na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Os familiares dos irmãos forneceram informações genéticas à Polícia Federal na tentativa de localizá-los. Ágatha e Allan saíram para brincar em uma área de mata acompanhados de um primo, encontrado dias depois desorientado. O caso permanece sob segredo de Justiça e é investigado pela Polícia Civil do Maranhão.
No caso de Édson Davi, a Polícia Civil do Rio de Janeiro tratou o desaparecimento como afogamento. As câmeras de segurança da orla foram analisadas, mas não foi encontrada nenhuma imagem do menino deixando a praia.
A pedido das famílias, a Polícia Federal solicitará a inclusão das três crianças na Difusão Amarela da Interpol. O mecanismo de cooperação internacional auxilia na localização de pessoas desaparecidas.
Os familiares ainda precisam enviar os documentos necessários para formalizar o pedido. Depois, a solicitação será encaminhada à Interpol, que analisará as informações e decidirá sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países membros da organização.


