A Polícia Federal informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, que os dados retirados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro permanecem sob custódia da instituição. A corporação afirmou que o material está “integralmente nas dependências da instituição, dentro de cadeia de custódia formalmente documentada”.
A PF também declarou que os lacres e os mecanismos de verificação da integridade digital continuam preservados. A manifestação foi enviada após Fachin determinar prazo de 24 horas para que fossem prestadas informações sobre a guarda dos dados e as condições em que o material se encontrava.
Cópias solicitadas por ministros
A petição encaminhada no sábado (12) respondeu a pedidos dos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Os três haviam solicitado uma cópia integral da mídia que armazena o conteúdo extraído do telefone.
A corporação esclareceu que a cópia enviada ao gabinete do ministro André Mendonça, em março deste ano, não é o material original. Segundo a PF, o arquivo original “jamais deixou a custódia da instituição”, e a cópia foi encaminhada por solicitação do próprio gabinete.
A presidência do STF recebeu a oferta de envio de cópias idênticas aos demais gabinetes que pediram acesso. O compartilhamento deverá seguir as determinações da Corte e as medidas de sigilo aplicáveis.
Sessão sobre possível investigação
Uma sessão plenária extraordinária está marcada para terça-feira (15) para analisar a Petição 16.662. O colegiado deverá decidir sobre a abertura de uma possível investigação a respeito de supostas relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.
No sábado, Fachin negou o pedido de Moraes para que o processo relacionado a ele fosse julgado junto com outro procedimento, que examina a atuação de Mendonça como relator de parte do Caso Master. Para o presidente do STF, esse segundo processo ainda está em fase preliminar de instrução e não pode ser levado ao plenário. A análise foi marcada para 23 de setembro.



