NOVA YORK — O Brasil será novamente o primeiro país a discursar no Debate Geral da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A abertura dos pronunciamentos dos Estados-membros é uma tradição iniciada nos primeiros anos da organização e mantida ao longo das décadas.
Neste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará o discurso brasileiro. Será a décima vez que ele ocupará essa posição na abertura do encontro, que reúne chefes de Estado e de governo para apresentar as posições de seus países sobre os principais assuntos da agenda internacional.
Como a tradição começou
O Serviço de Protocolo e Ligação da ONU informa que, nos primeiros anos da Assembleia Geral, nenhum país parecia querer iniciar a sequência de discursos. O Brasil ocupou esse espaço em diversas ocasiões e, depois de a prática se repetir, a posição se transformou em tradição. Não há sorteio nem ordem alfabética para definir o primeiro pronunciamento.
Lula não será, porém, o primeiro a falar na sessão. Antes dele, discursam o secretário-geral da ONU, António Guterres, e Khalilur Rahman, ministro das Relações Exteriores de Bangladesh e presidente da 81ª Assembleia Geral. Depois do representante brasileiro, será a vez do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Como país-sede da ONU, os Estados Unidos ocupam tradicionalmente a segunda posição entre os Estados-membros.
A ordem dos demais discursos não é fixa. Para organizá-la, a ONU leva em conta fatores como o cargo do representante de cada país, o equilíbrio entre as regiões do mundo e o momento em que o pedido para falar foi registrado.
O Debate Geral ocorre de 22 a 28 de setembro, dentro da 81ª sessão da Assembleia Geral, aberta no início do mês. Embora seja chamado de debate, o formato não prevê uma discussão direta entre os líderes: cada representante faz seu próprio pronunciamento. A orientação é que as falas tenham menos de 15 minutos, limite frequentemente ultrapassado.
Entre os temas previstos para o discurso de Lula estão soberania, defesa da paz e multilateralismo. A ONU reúne 193 Estados-membros.


