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Os episódios que marcaram a história da Assembleia Geral da ONU

De protestos diplomáticos a discursos que ultrapassaram o tempo previsto, líderes transformaram o plenário da ONU em cenário de confrontos memoráveis.

Os episódios que marcaram a história da Assembleia Geral da ONU
Foto: ONU/Eskinder Debebe

Líderes mundiais voltam a se reunir a partir de terça-feira (22) para os debates da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Ao longo da história, o encontro foi palco de discursos extensos, ameaças, provocações e gestos de protesto que ultrapassaram o protocolo diplomático.

Criada em 1945 por 51 países fundadores, a ONU reúne atualmente 193 Estados-membros. Representantes de Estados observadores não membros, como a Santa Sé e o Estado da Palestina, também podem discursar. A União Europeia tem o mesmo status de observador.

Protestos e confrontos no plenário

Um dos episódios mais conhecidos ocorreu em 13 de outubro de 1960, quando o então primeiro-ministro soviético Nikita Khrushchev reagiu ao discurso do representante das Filipinas. O filipino acusava a União Soviética de ter incorporado países do Leste Europeu e retirado direitos dessas nações.

Khrushchev bateu os punhos na mesa e, conforme relatos que se tornaram célebres, tirou um sapato para protestar. A versão, porém, é contestada. O historiador William Taubman reuniu testemunhas que disseram que o líder soviético levantou o calçado de modo ameaçador, mas não o usou para bater na bancada. Depois, teria deixado o sapato sobre a mesa.

Em maio de 2024, o então embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, levou uma pequena trituradora de papel ao púlpito. Ele destruiu páginas de uma cópia da Carta da ONU depois de a Assembleia Geral apoiar amplamente a candidatura palestina a membro pleno das Nações Unidas. Erdan apresentou o gesto como uma crítica ao voto e afirmou: “Você está destruindo a Carta da ONU com suas próprias mãos.”

Meses depois, em setembro de 2024, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, levou dois mapas à tribuna. Um deles, chamado de “A Bênção”, representava, segundo ele, um futuro de integração e infraestrutura regional. O outro, denominado “A Maldição”, fazia referência ao Irã, ao Iraque e à Síria. A entrada de Netanyahu provocou aplausos prolongados, mas também levou delegados a deixar o plenário em protesto.

Discursos que romperam o limite

A Assembleia Geral reserva voluntariamente 15 minutos para cada orador. Em 1960, Fidel Castro estabeleceu o discurso mais longo da história das Nações Unidas: falou por cerca de quatro horas e meia em seu primeiro pronunciamento na organização, 19 meses depois da vitória da revolução cubana.

O líder cubano havia prometido tentar ser breve, apesar da fama de se estender nos discursos. A fala, no entanto, tornou-se um dos episódios mais lembrados daquela Assembleia Geral.

Em 2009, Muammar Gaddafi também excedeu amplamente o período previsto. Em seu primeiro discurso na ONU depois de 40 anos no poder na Líbia, permaneceu no púlpito por cerca de 95 minutos. O líder líbio criticou o Conselho de Segurança e o poder de veto dos cinco integrantes permanentes do órgão, que classificou como Conselho do Terror. Também reclamou do cansaço dos delegados durante sua fala.

A tribuna como espaço de disputa política

Em 23 de setembro de 2011, o presidente palestino Mahmoud Abbas anunciou formalmente o pedido de admissão da Palestina como membro pleno da ONU. Ele entregou ao então secretário-geral, Ban Ki-moon, uma carta baseada nas fronteiras de 4 de junho de 1967, com Jerusalém como capital, e mostrou uma cópia do documento aos representantes presentes.

Parte dos delegados recebeu Abbas com uma ovação de pé. Representantes dos Estados Unidos e de Israel permaneceram sentados.

Em 2006, o venezuelano Hugo Chávez usou o púlpito um dia depois de o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, discursar sobre as ambições nucleares do Irã. Chávez chamou Bush de “diabo” e disse que o local ainda cheirava a enxofre, em uma das provocações mais conhecidas da história recente da ONU.

No ano de 2017, em meio às tensões provocadas pelo programa nuclear norte-coreano, o então presidente americano Donald Trump ameaçou destruir totalmente a Coreia do Norte caso os Estados Unidos fossem obrigados a defender a si próprios ou seus aliados. Trump também chamou o líder norte-coreano Kim Jong Un de homem-foguete e disse que ele estaria em uma missão suicida para si mesmo e para seu regime.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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