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Ciência

Documentos questionam versão oficial sobre a morte de Geli Raubal

Historiador alemão identificou 62 erros e divergências em registros sobre a morte da sobrinha de Hitler em Munique.

Documentos questionam versão oficial sobre a morte de Geli Raubal

A morte de Geli Raubal, sobrinha de Adolf Hitler, voltou a ser questionada após o historiador alemão Harald Sandner localizar documentos que entram em conflito com a versão oficial do caso. Raubal tinha 23 anos quando foi encontrada morta em seu apartamento em Munique, em setembro de 1931, com um tiro no pulmão. A arma pertencia a Hitler.

A narrativa conhecida afirmava que o mordomo do líder nazista havia encontrado o corpo em 19 de setembro. Também sustentava que Hitler estava em Nuremberg, a 170 km de distância, o que lhe daria um álibi. Registros preservados nos arquivos de Munique, porém, indicam que policiais chegaram ao apartamento na manhã do dia anterior, quando a jovem já estava morta. Essa versão colocaria Hitler ainda na cidade no momento do crime.

Sandner encontrou dois avisos de óbito e um registro oficial do cartório de óbitos local com divergências sobre a data da morte. Em sua avaliação, os documentos apresentam 62 erros, mentiras e manipulações atribuídos a funcionários do sistema judiciário e a pessoas próximas ao Partido Nazista. O objetivo, segundo a hipótese do historiador, teria sido encerrar o caso de forma favorável a Hitler.

Sinais de uma versão construída

Registros da época também mencionam reuniões de oficiais nazistas nos dias posteriores à morte. Os encontros teriam servido para definir como o caso seria apresentado ao público e proteger a imagem de Hitler, que ampliava sua influência política. Sandner suspeita que as discussões tenham envolvido a produção de relatos, documentos e depoimentos destinados a sustentar um álibi.

A versão oficial já era contestada quando o caso ocorreu, mas não avançou nenhuma explicação alternativa considerada plausível. Outros elementos também alimentaram as dúvidas: relatos diziam que Hitler e Raubal haviam discutido intensamente antes da morte e que o corpo apresentava sinais de agressão, incluindo o nariz quebrado.

A proximidade entre os dois era conhecida pela família. Em um artigo publicado em 1939, William Stuart-Houston afirmou: “Todos sabiam que Hitler e ela tinham um relacionamento íntimo há muito tempo e que ela estava grávida”. Segundo o relato, a gravidez teria enfurecido Hitler.

Raubal havia se mudado para Munique em 1927, aos 19 anos, e dois anos depois passou a morar no mesmo apartamento que o tio. Documentos também indicam que Hitler exercia controle intenso sobre ela. Ainda assim, pesquisadores defendem que o material analisado por Sandner precisa ser examinado por outros especialistas antes que suas conclusões sejam confirmadas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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