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Ciência

IA especializada amplia opções para profissionais em diferentes áreas

Ferramentas voltadas a direito, arquitetura e medicina automatizam tarefas administrativas sem retirar do profissional a decisão final.

IA especializada amplia opções para profissionais em diferentes áreas

A expansão das ferramentas de inteligência artificial está afastando a ideia de que usuários escolherão uma única plataforma para todas as tarefas. Enquanto empresas como OpenAI e Anthropic buscam avançar em direção a sistemas capazes de se atualizar e aprimorar sozinhos, o mercado atual se organiza em torno de soluções especializadas para diferentes atividades.

A escolha da ferramenta passou a depender do objetivo: elaboração de textos, organização de planilhas, criação de convites e apoio a processos profissionais podem exigir plataformas diferentes. Analistas apontam que o uso combinado tende a integrar o cotidiano, tanto na organização da vida pessoal quanto no trabalho.

A estratégia das chamadas soluções verticais é automatizar tarefas administrativas e documentais, liberando tempo para funções estratégicas, criativas e de relacionamento com clientes. Nesse modelo, o ganho esperado está na realização de atividades em menos tempo, e não necessariamente no aumento da quantidade de tarefas executadas.

Direito com controle de fontes

Na área jurídica, a LawAgent foi criada para atender escritórios e departamentos jurídicos. A plataforma surgiu de uma preocupação com erros de fundamentação em documentos, especialmente em peças tributárias, nas quais um precedente inventado ou uma citação incorreta pode comprometer uma tese.

“A LawAgent nasceu de um problema concreto e específico: a elaboração de peças na área tributária”, afirma Bruno Abreu, advogado tributarista e cofundador da startup.

A ferramenta auxilia na pesquisa, na elaboração e na revisão de peças, além da análise de documentos. Seu funcionamento utiliza fontes verificáveis e sinaliza informações que não podem ser confirmadas. A proposta é apoiar o raciocínio jurídico sem transferir à inteligência artificial a responsabilidade pela validação final.

De acordo com Abreu, a diferença em relação às ferramentas de uso geral está nos controles de fundamentação, na vinculação à base do escritório e na rastreabilidade das fontes. A startup tem 45 advogados cadastrados e adota cobrança por consumo, sem custo de implementação, em vez de licenças corporativas por usuário.

Arquitetura integrada

No setor de arquitetura, a ANA foi desenvolvida para reduzir o volume de tarefas administrativas e documentais associado aos projetos. Criada por Renata Pocztaruk, fundadora da ArqExpress, a plataforma começou com a renderização de imagens e passou a reunir recursos de gestão para escritórios.

A ferramenta oferece geração de imagens, produção de vídeos, criação de moodboards, elaboração de documentos técnicos, controle de projetos, gestão financeira e acompanhamento operacional. Também automatiza memoriais descritivos e planilhas de quantitativos, além de revisar projetos para identificar possíveis incompatibilidades entre arquitetura, marcenaria e instalações antes do início da obra.

Renata afirma que a inteligência artificial depende de processos previamente estruturados no escritório. Segundo ela, a integração permite concentrar criação, documentação, gestão e operação em um único ambiente. Em menos de um ano, a ANA alcançou mais de 2.500 usuários e passou a gerar cerca de 100 mil renders por mês.

Medicina e registros clínicos

Na medicina, o Freud IA, desenvolvido pela Fill Tecnologia, foi criado para diminuir o tempo dedicado a registros clínicos e tarefas administrativas. A iniciativa surgiu da experiência de Fernando Juriati, responsável pela estratégia da empresa, e da médica psiquiatra Lauren Juriati com o impacto da documentação manual na rotina de consultas.

A plataforma transcreve atendimentos e organiza o conteúdo em prontuários estruturados. Também oferece apoio à tomada de decisão clínica com base em protocolos e evidências médicas e utiliza inteligência artificial no atendimento por WhatsApp e telefone, inclusive para agendamentos e recuperação de pacientes inativos.

O sistema funciona como um assistente digital que registra e organiza as informações durante a consulta. Ao final, a evolução clínica fica preparada para revisão e validação do profissional. A empresa afirma que a ferramenta foi desenvolvida para atender às exigências regulatórias do setor e que a decisão clínica continua sob responsabilidade do médico.

Em fase beta, o Freud IA está disponível para médicos de psiquiatria, neurologia, endocrinologia e oftalmologia. Os três casos apresentam a mesma lógica: automatizar tarefas operacionais e ampliar a eficiência, mantendo com profissionais qualificados as decisões que exigem avaliação técnica e responsabilidade humana.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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