A Apple reajustou os preços de iPhones de gerações anteriores que continuam à venda no Brasil. A alta chegou a R$ 2 mil, ou 14,8%, no iPhone Air de 1 TB. Os aumentos ocorrem em um cenário de escassez de chips de memória e armazenamento, pressionado pela demanda de data centers de inteligência artificial (IA).
O iPhone Air de 256 GB passou de R$ 10.499 para R$ 10.999, enquanto a versão de 512 GB subiu de R$ 11.999 para R$ 12.499. O modelo de 1 TB foi de R$ 13.499 para R$ 15.499. Os reajustes passaram a valer em 9 de setembro.
O iPhone 17 também ficou mais caro. A versão de 256 GB passou de R$ 7.999 para R$ 8.299, e a de 512 GB, de R$ 9.499 para R$ 9.799. Os aumentos foram de R$ 300, equivalentes a 3,8% e 3,2%, respectivamente.
No iPhone 17e, os preços subiram R$ 200. A versão de 256 GB passou de R$ 5.799 para R$ 5.999, e a de 512 GB, de R$ 7.299 para R$ 7.499. Os reajustes correspondem a 3,4% e 2,7%. O iPhone 16 de 128 GB, único modelo da linha ainda vendido, foi de R$ 6.799 para R$ 6.999, uma alta de R$ 200, ou 2,9%.
A Apple não apresentou uma nova geração do iPhone Air neste ano. O sucessor do modelo e uma nova geração do iPhone padrão devem ficar para o começo de 2027. As linhas iPhone 17 Pro e iPhone 16 Plus foram retiradas de venda.
Pressão sobre memória e armazenamento
A demanda de empresas por componentes para data centers de IA elevou os preços de memória e armazenamento usados em smartphones, tablets, notebooks e outros aparelhos. Os modelos com maior capacidade foram os mais afetados: além do iPhone Air de 1 TB, o iPhone Pro de 1 TB teve aumento de R$ 2 mil. A Apple também apresentou uma versão de 2 TB para o iPhone 18 Pro, enquanto o iPhone 18 Pro Max de 2 TB subiu R$ 3,5 mil.
A empresa já havia aumentado, em junho, os preços de computadores e tablets, com altas entre 6% e 29% nos Macs e de até 36% no iPad. Na ocasião, a Apple atribuiu a pressão à expansão dos data centers de IA e ao aumento da demanda por memória e armazenamento.
A J.P. Morgan estima alta de mais de 400% nos preços de DRAM entre o início de 2024 e o fim de 2026. A TrendForce projeta crescimento de 98% nos investimentos de provedores de nuvem em 2026 e de mais 50% em 2027. DRAM e NAND devem representar 47% desses investimentos em 2026 e 68% em 2027.



