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Economia

John Ternus estreia no comando da Apple sob pressão por inovação e IA

Novo CEO terá como primeiros desafios o iPhone dobrável, a reformulação da Siri e a recuperação do impulso inovador da empresa.

John Ternus estreia no comando da Apple sob pressão por inovação e IA

John Ternus fará seu primeiro grande teste como CEO da Apple no evento anual de lançamentos da empresa, marcado para amanhã, dia 9 de setembro. O executivo assumiu o cargo oito dias atrás, após a saída de Tim Cook, que comandou a companhia por 15 anos.

Veterano da Apple e avesso aos holofotes, Ternus está na empresa desde 2001. Sua estreia deverá concentrar as atenções no iPhone, principal produto da companhia há mais de uma década, e na expectativa de uma mudança relevante no design do aparelho desde seu lançamento, em 2007.

O desafio do iPhone dobrável

A principal especulação para o evento é o anúncio de um iPhone dobrável. O modelo teria preço estimado em mais de US$ 2,5 mil e câmeras inferiores às de concorrentes. A categoria existe desde 2018 e já foi explorada por empresas como Samsung e Google, mas ainda representa uma parcela pequena do mercado global.

A Counterpoint Research calcula que os dobráveis responderam por menos de 2% dos smartphones vendidos no mundo no ano passado, com cerca de 20 milhões de unidades. Para 2027, a consultoria projeta que a Apple produzirá mais de 12 milhões de aparelhos desse tipo, equivalentes a 5% de todos os iPhones que a empresa deverá colocar no mercado.

O preço pode limitar a expansão do produto. A estimativa supera em mais de duas vezes o valor inicial do iPhone 17 Pro, modelo mais avançado das versões recentes, vendido por US$ 1.099. Michael Levin, sócio da Consumer Intelligence Research Partners, afirmou que os dobráveis ainda não fizeram muita diferença e que consumidores podem considerar o aparelho um truque ou um produto de nicho.

Inovação e inteligência artificial

A pressão sobre Ternus não se limita ao hardware. O mercado também espera sinais de recuperação do poder de inovação da Apple e de seus antigos eventos de lançamento, que nos últimos anos se tornaram mais discretos e passaram a depender com frequência de demonstrações gravadas, em vez de apresentações ao vivo.

A empresa também é vista como atrasada na corrida da inteligência artificial. Nesse campo, a nova Siri será um teste importante: reformulada com recursos de IA, a assistente virtual precisará mostrar que pode se tornar um diferencial nos dispositivos da marca. Há, porém, obstáculos regulatórios. A atualização pode levar até 2028 para ser aprovada na China e, inicialmente, não estará disponível na Europa.

A trajetória de Ternus dentro da companhia é um dos ativos de sua liderança. Ele entrou no time de design de produtos, tornou-se vice-presidente de engenharia de hardware em 2013 e chegou a vice-presidente sênior da área em 2021. Entre suas contribuições estão a linha Mac, todos os modelos do iPad já lançados, o desenvolvimento do iPhone 17, melhorias nos AirPods e avanços nos materiais de produtos como o Apple Watch Ultra 3.

Aos 51 anos, ele assume uma empresa que ampliou expressivamente suas vendas durante a gestão anterior. O iPhone passou de 125 milhões de unidades vendidas em 2011 para uma projeção de 260 milhões em 2026. A Apple também fortaleceu sua área de serviços, que inclui a venda de aplicativos e apresenta margens superiores a 75%, ante cerca de 40% nos dispositivos.

Na Nasdaq, as ações da Apple caíam 1,22% por volta das 11h30, no horário local, e avaliavam a empresa em US$ 4,61 trilhões. Em 2026, os papéis acumulavam alta de 16,2%.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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