O monitor de salários do Banco Central Europeu (BCE) aponta que os reajustes previstos em acordos coletivos devem ganhar ritmo no início de 2027. A alta indicada é de 2,7% no primeiro trimestre e de 2,8% no segundo, acima dos 2,2% estimados para todo o ano de 2026.
Os números não são projeções formais. O indicador reúne somente aumentos já estabelecidos em contratos coletivos em vigor, o que deixa os resultados sujeitos a alterações conforme novos acordos sejam assinados. O BCE também alerta que seu monitor não corresponde exatamente ao indicador oficial de salários negociados; por isso, as duas medidas podem apresentar resultados diferentes ao longo do tempo.
Efeito de pagamentos extraordinários
A instituição informou nesta quarta-feira, 16, que a menor leitura registrada no primeiro semestre de 2026 foi influenciada, em parte, por pagamentos extraordinários realizados no segundo semestre de 2024 e que não voltaram a ocorrer depois. Como esse efeito será totalmente eliminado na segunda metade deste ano, o monitor aponta crescimento médio de 2,6% em 2026 quando esses pagamentos únicos são retirados do cálculo.
A parcela de trabalhadores abrangida pelos acordos também se reduz nas estimativas para períodos mais distantes. Ela passa de 46,9% dos empregados nos países participantes em 2026 para 32,5% no primeiro trimestre de 2027 e 25,1% no segundo. A média para o primeiro semestre de 2027 é de 28,8%, percentual que tende a crescer com a assinatura de novos contratos.


