JUAZEIRO DO NORTE — O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (16) que a democracia, o Brasil e o Judiciário vivem quando não há ministros de Lula no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita a jornalistas durante um compromisso de campanha no município cearense.
O senador comentou a sessão do STF realizada ontem, na qual os ministros começaram a analisar mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e Alexandre de Moraes. Para Flávio, o episódio representou esperança para a população brasileira. “Sem os ministros do Lula no Supremo, a democracia vive, o Brasil vive, o Judiciário vive”, afirmou.
Promessa de indicações
Flávio disse que, caso seja eleito, poderá indicar cinco ministros para a Corte. Na avaliação dele, essas nomeações alterariam a correlação de forças entre os magistrados e impediriam novas tentativas de proteger Moraes.
O senador também declarou que os eleitores de Lula estariam, na prática, apoiando Alexandre de Moraes. A associação feita pelo candidato ocorre no contexto dos julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro, entre eles o processo que condenou Jair Bolsonaro, ex-ministros e ex-comandantes das Forças Armadas.
A possibilidade de cinco indicações considera três aposentadorias previstas: Luiz Fux, em 2028; Cármen Lúcia, em 2029; e Gilmar Mendes, em 2030. A conta inclui ainda a vaga aberta depois da aposentadoria de Luís Roberto Barroso e outra que surgiria em caso de impeachment de Moraes.
Embora a indicação de Moraes ao STF tenha sido feita pelo ex-presidente Michel Temer, do MDB, o campo bolsonarista o trata como aliado de Lula em razão dos julgamentos do 8 de janeiro, inclusive o que resultou na condenação do ex-presidente, de ex-ministros e de ex-comandantes das Forças Armadas.


