CUPERTINO — A Apple deve apresentar na próxima quarta-feira o iPhone 18 Pro, o iPhone 18 Pro Max e seu primeiro modelo dobrável. O evento será realizado na sede da empresa, na Califórnia, a partir das 14h (horário de Brasília), sob o nome “Surpreendente e brilhante”.
A nova geração deve marcar uma estratégia voltada à apresentação inicial de aparelhos mais sofisticados. A Apple também deve anunciar uma nova geração do Apple Watch e acessórios para casa conectada. A versão regular do iPhone 18 e uma nova geração do iPhone Air, porém, ficariam para 2027.
Projeções de preços
O valor dos novos aparelhos ainda é uma das principais incógnitas. O iPhone 17 Pro parte de US$ 1.099 nos Estados Unidos. Para o iPhone 18 Pro, as estimativas variam de US$ 1.199 a US$ 1.299, embora algumas previsões alcancem US$ 1.399.
O iPhone 18 Pro Max teria preço inicial estimado em aproximadamente US$ 1.349 e poderia chegar a US$ 1.499, conforme o volume de armazenamento. O iPhone 17 Pro Max começa em US$ 1.199.
O aumento estaria ligado à alta dos custos dos componentes, impulsionada pela demanda crescente por chips destinados à inteligência artificial em data centers. Especialistas apontam que o programa de assinatura e aluguel de aparelhos anunciado pela Apple pode ajudar a reduzir essa pressão sobre os consumidores.
O primeiro iPhone dobrável, que teria formato semelhante ao de um passaporte quando fechado, é projetado entre US$ 1.999 e US$ 2.600. Há estimativas de que a versão de 1TB ultrapasse US$ 3 mil. Como referência, o Galaxy Z Fold8 custa a partir de US$ 1.899 nos Estados Unidos, chega a US$ 2.500 na versão de 1 TB e custa R$ 11,3 mil no Brasil.
Possível calendário
A Apple ainda não confirmou as datas de comercialização. A expectativa é que a pré-venda comece no sábado, 12 de setembro, três dias depois da apresentação, em vez da sexta-feira. A mudança estaria relacionada à coincidência com o aniversário dos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos. Os aparelhos poderiam chegar às lojas em 18 de setembro.
No ano passado, o mercado brasileiro recebeu os novos iPhones algumas semanas depois do lançamento nos Estados Unidos. A concentração inicial nos modelos mais caros permitiria à Apple direcionar sua produção para aparelhos de maior margem de lucro e administrar a disponibilidade de componentes durante o período de pressão sobre chips e memória.



