A Apple realiza nesta quarta-feira (9) o evento “Surprise and Shine”, com início previsto para as 14h, no horário de Brasília. A principal expectativa está voltada para a possível apresentação do primeiro iPhone dobrável da empresa, além de atualizações para os modelos premium iPhone Pro e iPhone Pro Max.
O encontro também será o primeiro comandado por John Ternus, que assumiu o cargo de CEO após a saída de Tim Cook. A renovação do iPhone Air e das linhas de entrada e mais acessíveis deve ficar para a primavera no hemisfério norte. Com isso, a estratégia da companhia pode concentrar a atenção no aparelho dobrável.
Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC, estima que o dispositivo possa gerar mais de US$ 45 bilhões em receita para a Apple até o fim do próximo ano. A projeção é feita mesmo com a expectativa de que os smartphones dobráveis ainda representem uma parcela de apenas um dígito do mercado global de celulares.
Popal afirmou que, mesmo com preço de US$ 2.500, o aparelho teria forte demanda, associada à capacidade da Apple de criar uma percepção de exclusividade, luxo e escassez.
Entrada tardia no mercado
A Apple chega a um segmento em que Samsung, Google e Huawei já comercializam smartphones dobráveis desde 2019. Para analistas, porém, o atraso pode favorecer a empresa, que teria acompanhado avanços e limitações dos concorrentes antes de lançar seu próprio modelo.
Entre os desafios técnicos estão a criação de uma dobradiça capaz de suportar milhares de ciclos de abertura e fechamento e a redução do vinco visível na tela quando o aparelho estiver completamente aberto. O formato dobrável também se apresenta como uma novidade depois de quase duas décadas de predominância dos celulares em formato de barra, conhecido como “candybar”.
Anshel Sag, analista da Moor Insights & Strategy que já testou diversos smartphones dobráveis, disse que a Apple pôde observar o que funcionou e o que não funcionou nos produtos concorrentes.


