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Economia

BIS alerta para riscos do endividamento ligado à inteligência artificial

Banco de Compensações Internacionais vê cautela maior dos investidores e incertezas sobre a capacidade de gerar lucros com novos investimentos em IA.

BIS alerta para riscos do endividamento ligado à inteligência artificial

O Banco de Compensações Internacionais (BIS) afirmou que a alta das bolsas mundiais apoiada pela inteligência artificial nos últimos dois anos começa a revelar sinais de vulnerabilidade. A instituição reúne os principais bancos centrais do mundo e divulgou um relatório sobre os riscos associados ao avanço da tecnologia e ao cenário financeiro global.

O documento registra que os investidores estão mais cautelosos quanto à possibilidade de os próximos investimentos em IA produzirem lucros. A preocupação ocorre enquanto grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos ampliam seu endividamento.

Frank Smets, chefe de análise econômica do BIS, disse que o impulso da inteligência artificial, que sustentou a valorização dos mercados acionários e contribuiu para a resiliência da economia global no último ano, passou a apresentar sinais mais claros de fragilidade. Nesta segunda-feira, ações relacionadas ao setor recuaram depois que dirigentes de empresas de tecnologia defenderam, durante o fim de semana, uma desaceleração no desenvolvimento da tecnologia para evitar ameaças à humanidade.

Dívida, títulos públicos e estabilidade financeira

O relatório também descreve um ambiente internacional de incertezas, com pressão sobre as contas públicas, tensões geopolíticas e variação nos preços da energia. Para o BIS, a onda de endividamento das empresas de inteligência artificial, que já movimentou centenas de bilhões de dólares, pode contribuir para elevar os custos de financiamento no mercado de títulos públicos, refletidos nos rendimentos desses papéis.

Smets relacionou esse movimento à fragilidade fiscal e ao aumento das incertezas na economia mundial. Apesar disso, afirmou que não há sinais gerais de estresse nos mercados e que a disposição dos investidores para assumir riscos permaneceu “notavelmente resiliente” nos últimos meses.

O economista ressalvou que ainda é incerta a capacidade de os mercados manterem essa resistência, sobretudo se os rendimentos dos títulos continuarem subindo. Ele também reiterou o alerta apresentado na semana anterior por Pablo Hernández de Cos, presidente do BIS, sobre os riscos da inteligência artificial para a estabilidade financeira.

Segundo Smets, o crescimento acelerado da dívida e da alavancagem financeira está entre as principais preocupações. Ele acrescentou que parte dessas operações é pouco transparente, fica fora dos balanços das empresas e pode apresentar estruturas circulares.

O relatório informa que o endividamento agregado das empresas de tecnologia equivalia a cerca de US$ 22 bilhões (cerca de R$ 113 bilhões) em 2010. Em 2025, o valor ultrapassou US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões). A participação no crédito privado passou de 22% para 44% nesse intervalo. Quando são considerados empréstimos de todos os tipos, o crédito em aberto chega a aproximadamente US$ 2,5 trilhões (R$ 12,8 trilhões).

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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