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Economia

Cade mantém exigência de notificação para compra de terrenos por incorporadoras

Decisão unânime rejeitou consulta da Abrainc e deixou eventual flexibilização para uma resolução específica.

Cade mantém exigência de notificação para compra de terrenos por incorporadoras

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou por unanimidade uma consulta da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) sobre a necessidade de comunicar ao órgão a compra de terrenos e imóveis destinados a futuros empreendimentos imobiliários.

A decisão mantém a obrigação de notificar operações realizadas por incorporadoras que alcancem os limiares de faturamento estabelecidos na legislação. O entendimento vale para aquisições de terrenos mesmo quando não há, na operação, transferência de uma atividade econômica organizada.

A consulta havia sido apresentada em junho deste ano, após um precedente do ano passado afastar a aplicação de uma interpretação mais flexível às compras de ativos imobiliários. A Abrainc buscava uma definição que reduzisse a incerteza e simplificasse a análise de operações submetidas ao Cade.

Possível regulamentação própria

O tribunal acompanhou o voto do relator, conselheiro José Levi Mello do Amaral Júnior. Na avaliação adotada, uma mudança geral nos critérios não deveria ser feita por meio de resposta a uma consulta. A possibilidade considerada foi a elaboração futura de uma resolução específica, capaz de estabelecer regras para o tema e evitar controvérsias em cada operação.

Ao anunciar o resultado, o presidente interino do Cade, Diogo Thomson, afirmou que a discussão poderá ser ampliada para avaliar a edição de uma norma própria. Até que isso ocorra, permanece o entendimento atual sobre as aquisições feitas por empresas que atingem os critérios legais de faturamento.

A Abrainc argumentou que o terreno funciona como insumo primário da incorporação, de forma semelhante à matéria-prima em outros setores, e que sua compra isolada não equivaleria à aquisição de uma parte de empresa. Como hipótese de notificação, a entidade propôs os casos em que restrições regulatórias tornassem o imóvel escasso e insubstituível no mercado geográfico relevante.

Para Ricardo Gaillard, sócio da área concorrencial do Cescon Barrieu, o Cade sinalizou que continuará examinando individualmente as operações envolvendo ativos imobiliários. "O órgão claramente reforça, provocado por essa consulta, que quer tratar os casos individualmente", afirmou.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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