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Economia

Citi espera licença para corretora na China e planeja dobrar equipe local

Banco pretende chegar a cerca de 100 funcionários no país e disputar negócios com J.P. Morgan, Goldman Sachs e Morgan Stanley.

Citi espera licença para corretora na China e planeja dobrar equipe local

O Citi aguarda autorização regulatória para atuar como corretora integralmente na China e pretende ampliar sua equipe no país para cerca de 100 pessoas até o final deste ano. A licença é esperada para outubro e permitiria ao banco disputar negócios com concorrentes de Wall Street que já operam nesse segmento, como J.P. Morgan, Goldman Sachs e Morgan Stanley.

A instituição solicitou a autorização no fim de 2021, como parte da estratégia de expansão na segunda maior economia do mundo. O banco já oferece serviços corporativos, institucionais e outras operações financeiras no mercado chinês, mas ainda não possui a licença necessária para conduzir integralmente atividades de corretagem.

A preparação para a possível autorização inclui contratações realizadas nos últimos dois anos. A expansão prevista praticamente dobraria o quadro local, com a combinação de novas contratações e a transferência de profissionais que já trabalham no Citi. Parte dos executivos poderá ser remanejada de Hong Kong e de outros mercados asiáticos para a unidade chinesa.

Operações previstas e disputa por clientes

A nova unidade busca autorização para atuar em corretagem, subscrição, pesquisa e negociação de ações A no mercado local. Essas atividades complementariam a equipe de banco de investimento do Citi voltada para operações offshore na China, que apoia o financiamento de empresas nacionais em mercados estrangeiros.

Inicialmente, o banco pretende usar sua base de clientes corporativos e comerciais no país, atendida em áreas como câmbio, gestão de caixa e financiamento comercial. A estratégia é conquistar contratos relacionados a ações da classe A e a operações de fusões e aquisições.

Entre os setores prioritários estão tecnologia, saúde, consumo e instituições financeiras. O foco inclui grandes empresas estabelecidas e companhias emergentes, entre elas empresas de inteligência artificial e de semicondutores. Além dos bancos de Wall Street, o Citi enfrentará as corretoras chinesas em um ambiente de forte competição.

A expansão ocorre enquanto empresas de tecnologia e de outros setores recorrem cada vez mais ao mercado acionário para levantar recursos e atrair capital para as bolsas chinesas. Mesmo com o aumento das tensões geopolíticas entre Washington e Pequim, o governo chinês vem ampliando o acesso de companhias financeiras americanas ao setor, em busca de novos recursos.

Resultados dos concorrentes

A atividade tem atraído os bancos americanos pelo crescimento da receita com negociação de títulos, especialmente entre clientes institucionais. Em 2025, o lucro da unidade de valores mobiliários do Goldman Sachs na China quase triplicou, para US$ 217,39 milhões. O resultado do J.P. Morgan quadruplicou, alcançando US$ 147 milhões.

O lucro do Morgan Stanley aumentou sete vezes e chegou a US$ 20,5 milhões no ano passado. Os valores constam dos relatórios anuais dos bancos para a China.

O Citi também anunciou aumento de 25% no número de funcionários na África do Sul, na Europa e na Ásia para atender às necessidades bancárias internacionais de seus clientes na região, incluindo a China. A expansão chinesa ocorre enquanto a CEO Jane Frases pressiona por metas de lucratividade mais ambiciosas para os próximos dois anos.

No acumulado de 2026, as ações do Citi na Nyse subiram 17%. Em 12 meses, a valorização chegou a 40,5%, e o banco tem valor de mercado de US$ 228,5 bilhões.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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