O dólar recuava no mercado à vista na manhã desta quinta-feira, 17, depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic para 13,75% ao ano. A moeda norte-americana abriu os negócios cotada a R$ 5,1338, com baixa de 0,34%. O movimento também ocorria em um ambiente externo favorável, marcado pela queda do dólar, dos Treasuries e do petróleo.
O comunicado divulgado pelo Copom na véspera apresentou poucas mudanças em relação ao documento anterior. A projeção de IPCA em 12 meses para o primeiro trimestre de 2028, horizonte considerado relevante pelo comitê, permaneceu em 3,2%.
A redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos foi parcialmente associada à decisão do Fed, que elevou a taxa dos Fed Funds em 25 pontos-base, para 3,75% a 4%. Ainda assim, o mercado financeiro pode estar incorporando o chamado trade eleitoral. Uma pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma simulação de segundo turno: 47,2% a 46,8%, resultado considerado empate técnico.
No exterior, a libra operava perto da estabilidade após o Banco da Inglaterra manter os juros em 3,75%. A decisão foi tomada por 6 votos a 3. Em outra deliberação, o banco aprovou por unanimidade um plano plurianual para zerar seu estoque de títulos públicos. O presidente Andrew Bailey afirmou que a persistência do conflito no Oriente Médio e a alta da energia podem exigir aperto monetário. A inflação britânica chegou a 3,1% em agosto.
Na zona do euro, o CPI anual acelerou para 3,2% em agosto. As bolsas europeias ampliavam os ganhos, com a queda do petróleo e a decisão do Banco da Inglaterra no radar.
No Parlamento Europeu, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, defendeu uma aproximação do país com a União Europeia como membro associado, sem adesão plena. A proposta, apresentada por Ursula von der Leyen, será aprofundada em outubro. Donald Trump classificou a iniciativa como cômica e ameaçou impor tarifas muito sérias ou interromper parte do comércio com a Europa caso considere o movimento hostil.
No setor corporativo, a Petrobras informou que sua subsidiária Petrobras Netherlands B.V. assinou contratos com a República da Costa do Marfim e a estatal Petroci Holding para explorar oito blocos offshore. A PNBV será a operadora, com 90% de participação, enquanto a Petroci terá 10%.


