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Economia

André Esteves prevê disputa presidencial apertada e cobra defesa das instituições

Chairman do BTG Pactual diz que economia tem caminhos conhecidos, mas alerta para os efeitos de uma deterioração institucional.

André Esteves prevê disputa presidencial apertada e cobra defesa das instituições

André Esteves afirmou que a eleição presidencial deve ser marcada por uma disputa apertada, com possibilidade de segundo turno, e que o próximo presidente encontrará uma economia com referências conhecidas para conduzir o ajuste. O chairman e sócio do BTG Pactual, porém, disse que sua principal preocupação neste momento está no risco institucional do Brasil.

A avaliação foi apresentada na 4ª edição do Seminário Brasil Hoje, realizado pelo Grupo Esfera. Esteves estimou um cenário de empate virtual, de 51% a 49%, e afirmou ser estatisticamente muito difícil que a eleição seja definida no primeiro turno. Embora tenha identificado uma vantagem ligeira da direita nas intenções de voto, disse que não é possível saber quem vencerá.

A pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (14) registra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 36%. Augusto Cury (Avante) tem 7%; Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), 4% cada. Pablo Marçal soma 2%, e Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) aparecem com 1% cada.

A preocupação com as instituições

Na avaliação de Esteves, o próximo governo terá fórmulas, caminhos e referências internacionais definidos para enfrentar o problema econômico. A deterioração institucional, por outro lado, poderia levar o Brasil a uma posição comparável à de México e Rússia.

O banqueiro descreveu esse processo como uma disputa entre o “Brasil institucional” e o “Brasil não institucional”. Como exemplo do que considera uma degradação, citou setores regulares da economia que passaram a ter 20% de informalidade e empresas que provocaram rombos de dezenas de bilhões. Ele afirmou que a sociedade e o setor produtivo não podem considerar essa batalha vencida nem deixar de agir.

Esteves disse que os riscos fiscal e institucional estão relacionados, embora não possam ser tratados como dimensões completamente separadas. Em sua avaliação, a frente institucional é a prioridade. Durante a fala, ele não citou nomes nem mencionou a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF).

Ajuste fiscal e juros

O chairman afirmou que o presidente eleito receberá um país mais organizado do que em governos passados, como em 1994 ou 2002. Entre as condições mencionadas estão uma inflação entre 4% e 4,5%, US$ 370 bilhões em reservas cambiais e um mercado de capitais pujante.

Para Esteves, o ajuste fiscal tem um caminho científico comprovado. Ele defendeu que governos, empresas e pessoas físicas parem de gastar mais do que ganham e classificou a busca por alternativas fora dessa premissa como “negacionismo econômico”. Também comparou a política atual a um carro com o acelerador, associado à expansão fiscal, e o freio, ligado ao aperto monetário, acionados ao mesmo tempo.

Segundo ele, o reequilíbrio das contas não exigiria uma medida drástica: três ou quatro ações simples poderiam ser suficientes, desde que tratadas com racionalidade, responsabilidade social e sem transformar o tema em uma pauta ideológica de esquerda ou direita.

Esteves também criticou a taxa de juros de 14%, que classificou como sufocante e não civilizatória. Ele defendeu a busca por um patamar em torno de 7% e afirmou que a redução teria impacto sobre empresas, setor bancário, mercado de capitais, infraestrutura e a base da pirâmide. Na avaliação dele, esse efeito seria superior ao de qualquer programa social, política governamental ou pequeno aumento do investimento público.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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