As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 46% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. As vendas alcançaram US$ 5,82 bilhões e geraram superávit comercial de US$ 1,10 bilhões.
No acumulado de janeiro a agosto, as exportações para o bloco avançaram 15% em relação a 2025, totalizando US$ 37,29 bilhões. Os números fazem parte da Balança Comercial Mensal divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Entre os produtos que mais contribuíram para o resultado de agosto estão os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, com vendas de US$ 1,33 bilhões e crescimento de 34,56%. As exportações de minérios de cobre e seus concentrados chegaram a US$ 686 milhões, alta de 284,18%.
O diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior do Mdic, Herlon Brandão, relacionou o desempenho ao aumento da demanda internacional por determinados produtos e à implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia. “Esses principais produtos são produtos em que o Brasil é muito competitivo e têm uma demanda internacional crescente”, afirmou.
Também cresceram as vendas de café não torrado, que somaram US$ 557 milhões, com alta de 30%; de farelos de soja e outros alimentos para animais, com US$ 364 milhões e aumento de 10%; e de soja, com US$ 325 e avanço de 114%.
Brandão disse que exportadores já relatam benefícios da redução tarifária prevista no acordo entre Mercosul e União Europeia, embora ainda não existam dados oficiais sobre os efeitos da medida. “Temos relatos de exportadores que já estão se beneficiando da redução tarifária”, declarou.
As exportações brasileiras para a Europa, considerando o continente como um todo, cresceram 44,9% em agosto e somaram US$ 7,31 bilhões. No sentido inverso, as importações vindas da União Europeia aumentaram 11,8% no mês, para US$ 4,72 bilhões. No acumulado de 2026, elas subiram 2,1%, atingindo US$ 34,00 bilhões.


