Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, defendeu nesta terça-feira (4) a abertura dos sigilos de todos os inquéritos relacionados ao caso Master antes das eleições. Para ele, os eleitores não devem escolher presidente e governadores sem acesso às informações disponíveis nas investigações.
Haddad afirmou que o Supremo Tribunal Federal deveria retirar o sigilo inclusive de inquéritos envolvendo seus próprios ministros. “Ele tem que saber de tudo”, disse o candidato, ao defender que as apurações sejam divulgadas na medida do possível, mesmo sem terem sido concluídas.
Processo envolvendo ministros
Na terça-feira (1º), o ministro André Mendonça decidiu retirar o sigilo do processo que investiga mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e atualmente preso por acusações de fraudes bilionárias, e o ministro Alexandre de Moraes.
O material revelou que Vorcaro consultava Moraes sobre diversos temas. Também mostrou que o ministro editou um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de sua esposa e o Master.
Além da análise das condutas individuais, Haddad defendeu a criação de um ambiente institucional que permita levar a investigação até o fim e punir os envolvidos. O candidato classificou como máfia o grupo que, em sua avaliação, estaria ligado ao caso e cobrou a abertura do inquérito envolvendo Flávio Bolsonaro.
Haddad citou o presidente do Banco Central no governo de Jair Bolsonaro, três ministros do ex-presidente, além de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Segundo o candidato, os dois receberam dinheiro para a campanha. Ele também afirmou que Flávio Bolsonaro pediu R$ 134 milhões a Vorcaro.
As declarações foram feitas a cerca de 30 dias da escolha de presidente e governadores, período mencionado por Haddad ao defender que os eleitores tenham acesso às informações das investigações.


