Fernando Haddad, candidato do PT ao governo do estado de São Paulo, defendeu neste sábado (12) que as informações sobre o caso Master sejam divulgadas antes das eleições e sem seleção motivada por interesses políticos. Para ele, a abertura dos inquéritos permitiria que os eleitores avaliassem os dados antes de votar.
Haddad afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF), sob a presidência do ministro Edson Fachin, deveria retirar o sigilo de investigações com repercussão política, especialmente aquelas que envolvam políticos ou autoridades públicas. O candidato disse que essa medida daria aos eleitores tempo para analisar as informações antes da eleição de 2026.
“É preciso acabar com a seletividade de vazamento no caso Master, sem viés político”, declarou Haddad.
Na quinta-feira (10), Fachin solicitou a retirada do sigilo das investigações relacionadas ao caso Master. A medida inclui o inquérito que apura o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Defesa de divulgação antes do voto
Haddad reconheceu que a divulgação dos dados poderia afetar campanhas, inclusive a sua, mas afirmou considerar mais importante que o eleitor tenha acesso às informações antes de escolher seus representantes. O candidato disse querer que o país seja esclarecido antes das eleições e questionou quais agentes foram responsáveis pelos aportes dos fundos de pensão no Banco Master.
Na avaliação apresentada por Haddad, a população precisa saber quem participou das decisões relacionadas ao banco e às investigações antes de votar. Ele também associou a discussão a suspeitas envolvendo favorecimento a Vorcaro, à milícia e a uma estrutura de corrupção, sem apresentar, na declaração reproduzida, detalhes adicionais sobre essas acusações.
O candidato afirmou que a divulgação posterior das informações poderia ocorrer depois de a população eleger uma pessoa comprometida com crimes. A defesa central de Haddad é que os dados disponíveis sobre o caso sejam apresentados de forma ampla, para que o eleitor forme seu próprio juízo antes da votação.


