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Economia

Fazenda reduz previsão para PIB e inflação em 2026

Boletim do Ministério da Fazenda estima crescimento de 2% e inflação de 4,9% em 2026, ainda acima do teto da meta.

Fazenda reduz previsão para PIB e inflação em 2026

O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. A estimativa para a inflação no ano também foi revisada, de 5,1% para 4,9%. Apesar da queda, o índice projetado permanece acima do teto da meta, fixado em 4,5%.

As novas projeções estão no Boletim Macrofiscal divulgado nesta terça-feira pela Secretaria de Políticas Econômicas (SPE), do Ministério da Fazenda. A versão anterior havia sido publicada em julho.

A Fazenda atribui a revisão do PIB principalmente ao desempenho do setor de serviços. O endividamento das famílias também continua limitando a expansão da economia. O boletim afirma que, embora a dívida permaneça estável em proporção da renda, o comprometimento com o serviço da dívida atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre, reduzindo a transformação do aumento da massa de rendimentos em consumo.

O documento também destaca as dificuldades enfrentadas pela indústria em razão do custo elevado do crédito. Para a inflação, a revisão considera os resultados do IPCA até julho, que ficaram parcialmente abaixo do esperado, sobretudo nos grupos de alimentação no domicílio e serviços.

A estimativa incorpora ainda a melhora das expectativas de inflação para 2026, a manutenção da taxa Selic em nível contracionista durante o ano e a desaceleração esperada da atividade econômica no segundo semestre de 2026. O boletim, porém, mantém a previsão de impacto do El Niño sobre os preços dos alimentos in natura ainda neste ano. Os efeitos mais significativos são esperados na safra de 2027.

Projeções para 2027

Para 2027, a previsão de inflação subiu de 3,6% para 3,8%, enquanto a projeção de expansão do PIB caiu de 2,5% para 2,3%.

A equipe econômica relaciona a nova estimativa para a atividade aos efeitos defasados da queda dos juros e à continuidade da expansão da indústria extrativa e das exportações. Conforme o boletim, a redução da Selic iniciada em 2026 deve chegar gradualmente ao crédito e à demanda doméstica, favorecendo a indústria de transformação, a construção e os serviços mais sensíveis ao ciclo de juros. O consumo privado e o investimento também são apontados como beneficiados pela melhora das condições de crédito e pelo barateamento do capital.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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