O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,47% em setembro, após recuo de 0,51% no mês anterior. O indicador é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e acumula alta de 2,97% em 2026 e de 3,29% nos últimos 12 meses.
A alta foi puxada principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que acompanha os produtos agropecuários. O economista Matheus Dias relacionou o movimento às incertezas climáticas associadas à chegada do El Niño, que estimularam empresas consumidoras de grãos a antecipar compras e elevaram o chamado prêmio de risco do setor.
Dias também afirmou que houve volatilidade nas commodities da Indústria Extrativa, em meio aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
Preços no produtor
O IPA avançou 1,90% em setembro, depois de cair 0,6% no mês anterior. Entre os estágios de processamento, os bens finais subiram 0,62%, os bens intermediários tiveram alta de 0,23% e as matérias-primas brutas aumentaram 3,91%.
Soja em grão, minério de ferro, bovinos, farelo de soja e carne bovina estiveram entre os produtos que mais contribuíram para a elevação dos preços. As respectivas variações foram de 7,50%, 2,26%, 2,99%, 9,59% e 3,98%.
O IGP-10 considera, além do IPA, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).
Custo de vida
O IPC registrou alta de 0,44% em setembro, contra queda de 0,47% em agosto. Das oito classes de despesa analisadas, seis tiveram aumento entre os dois meses: habitação, de ‑1,10% para 1,68%; alimentação, de ‑0,91% para 0,03%; transportes, de ‑0,49% para 0,16%; despesas diversas, de 1,08% para 2,11%; vestuário, de ‑1,33% para ‑0,20%; e saúde e cuidados pessoais, de 0,18% para 0,25%.
Educação, leitura e recreação recuou 1,30%, enquanto comunicação caiu 0,04%. Entre os itens que pressionaram o índice, a tarifa residencial de energia elétrica subiu 7% com o fim do efeito do bônus de Itaipu. O reajuste nacional da tabela de cigarros também contribuiu para a alta de 16,47% no subitem.



