A participação de Macklemore nos próximos shows da turnê de Ed Sheeran nos Estados Unidos foi cancelada depois que o rapper fez um discurso em defesa da Palestina durante uma apresentação. A decisão desencadeou a saída de outros artistas escalados para a abertura dos shows restantes.
Macklemore se apresentou em 4 de setembro, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Durante o show, criticou Israel e declarou: “Palestina Livre”. Em seguida, cantou “Hind's Hall”, música composta em memória de Hind Rajab, menina palestina de 5 anos morta por tropas israelenses, em Gaza, em 2024.
O rapper afirmou que quis participar da turnê justamente para usar palcos como aquele e defender a causa palestina. Também disse que pretendia que sua mensagem chegasse a pessoas em Gaza e na Cisjordânia ocupada.
Decisão sobre os próximos shows
Macklemore, vencedor do Grammy, estava programado para participar de oito dos dez shows que ainda restavam na turnê. As apresentações serão retomadas em 19 de setembro, na Filadélfia, mas o rapper não fará mais parte do elenco.
A Messina Touring Group, promotora responsável pelos shows, informou que os proprietários dos estádios previstos para receber a turnê disseram que não permitiriam apresentações com Macklemore. Na terça-feira (15), Ed Sheeran declarou que a decisão não foi dele.
O cantor britânico afirmou respeitar a posição de Macklemore, mas disse adotar outra postura diante de manifestações políticas. Sheeran explicou que prefere não usar sua “plataforma profissional para fins políticos”.
A reação também atingiu os demais artistas da programação. Aaron Rowe, Finneas e Lukas Graham, que fariam atos de abertura em apresentações futuras, abandonaram a turnê em solidariedade a Macklemore e publicaram mensagens de apoio à Palestina. Sheeran também perdeu mais de 200 mil seguidores no Instagram.


