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Trump acusa governo brasileiro de não combater PCC e Comando Vermelho

Determinação enviada ao Congresso dos EUA afirma que as facções transformaram o Brasil em centro global de fluxos de cocaína.

Trump acusa governo brasileiro de não combater PCC e Comando Vermelho
Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o governo brasileiro de não adotar medidas suficientes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho. A afirmação está em uma determinação presidencial enviada ao Congresso americano na terça-feira (15) e divulgada nesta quarta-feira (16).

No documento, Trump diz que governos de outros países do Hemisfério Ocidental passaram a agir contra o tráfico de drogas e os cartéis, enquanto o Brasil não teria enfrentado as duas organizações. O texto também sustenta que as facções representam uma ameaça que ultrapassa as fronteiras brasileiras.

“Essas organizações terroristas brasileiras são uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo”, afirma o documento. A determinação defende que o governo brasileiro tome medidas urgentes para combatê-las antes que elas se espalhem e cresçam.

A Casa Branca não incluiu o Brasil na relação formal de países apontados pelos Estados Unidos como grandes pontos de trânsito ou produtores de drogas ilícitas. A lista reúne 23 países, entre eles Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Birmânia e China.

O próprio documento afirma que a presença de um país nessa relação não significa necessariamente que seu governo deixe de adotar medidas contra as drogas. A inclusão pode ocorrer por fatores geográficos, comerciais e econômicos que favoreçam o trânsito ou a produção de drogas e substâncias precursoras, mesmo quando há ações de repressão ao tráfico.

Classificação das facções

Em maio deste ano, os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A decisão do Departamento de Estado entrou em vigor em 5 de junho. Primeiro, as facções foram incluídas na categoria de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT); depois, passaram a ser consideradas Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO).

A determinação também menciona a Nicarágua, cujo governo, segundo Trump, não teria tomado medidas suficientes contra o narcotráfico e a participação de agentes do regime no tráfico de drogas.

No documento, o presidente americano cita Argentina, Equador e El Salvador como aliados dos Estados Unidos no hemisfério. Ele também aborda a Venezuela e afirma que determinou que o país deixasse de ser considerado como tendo falhado comprovadamente no cumprimento de compromissos de controle de drogas após a captura de Nicolás Maduro.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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