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Analista vê transição hegemônica e continuidade da pressão dos EUA sobre o Brasil

Ricardo Leães afirma que a reação americana combina mudança de tática com a manutenção de uma estratégia imperialista.

Os Estados Unidos acompanham de perto a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), em um movimento que Ricardo Leães, professor e pesquisador de Relações Internacionais, interpreta como mais uma tentativa de interferência na soberania brasileira.

Em entrevista ao programa Conexão BdF, Leães afirmou que a postura americana precisa ser compreendida no contexto de uma transição de poder no sistema internacional. Para ele, os Estados Unidos perdem força relativa enquanto a China avança. “A grande questão é que nós estamos vivendo num contexto de transição hegemônica no mundo”, disse.

O analista avaliou que a resposta de Washington tem se tornado mais agressiva, mas não representa uma ruptura com a atuação histórica do país. Na sua interpretação, houve alteração na forma de agir, não nos objetivos estratégicos associados ao imperialismo americano.

Leães também rejeitou a ideia de que Donald Trump seja um fenômeno isolado na política externa dos Estados Unidos. Para ele, o ex-presidente expressa uma tendência de intervenção americana na América Latina que antecede sua atuação política.

Oriente Médio e sistema financeiro

No Oriente Médio, o pesquisador relacionou a escalada das tensões no Mar Vermelho aos avanços dos Houthis contra a Arábia Saudita e às respostas da Marinha dos EUA. Ele destacou a posição do grupo no Estreito de Bab al-Mandab, por onde passam embarcações observadas pelos Houthis.

O bloqueio e os ataques contra infraestruturas de petróleo reduziram a produção saudita aos menores níveis desde 1990. Leães classificou o resultado como uma derrota estratégica de grandes proporções para a Arábia Saudita, que não recebeu apoio militar direto de Washington nem dos signatários do Acordo de Meca para conter o grupo.

Sobre a possibilidade de métodos de pagamento alternativos ao dólar no Brics, o professor adotou cautela. Segundo ele, o Brasil não tem força significativa para iniciar uma transição ampla, enquanto China e Rússia também agem com prudência ao desafiar os Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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