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Fidel Castro e a trajetória da Revolução em Cuba

Artigo recupera a formação política de Fidel Castro, a luta contra a ditadura de Batista e a construção socialista em Cuba.

Fidel Castro e a trajetória da Revolução em Cuba

A trajetória de Fidel Castro é apresentada como parte da história de resistência de Cuba à influência dos Estados Unidos e da luta contra a ditadura de Fulgêncio Batista. Nascido em 13 de agosto de 1926, em Birán, Fidel liderou ações armadas, participou da organização do Movimento 26 de Julho e comandou o Exército Rebelde até a vitória de 1º de janeiro de 1959.

O texto retoma uma carta escrita por 90 intelectuais por ocasião do nonagésimo aniversário de Fidel, em 2016. O documento foi adaptado e encurtado para esta publicação. Dez anos depois daquele aniversário e dez anos depois da morte de Fidel, ocorrida em novembro de 2016, a análise situa Cuba sob pressão crescente dos Estados Unidos e defende a importância de recordar a atuação política do líder cubano.

Cuba antes da Revolução

A formação da República cubana ocorreu sob influência dos Estados Unidos. Em 1901, a Assembleia Constituinte foi pressionada a incluir a emenda Platt na Constituição, enquanto permanecia a ameaça de continuidade da ocupação militar norte-americana, iniciada em 1º de janeiro de 1899. A República foi formalmente inaugurada em 20 de maio de 1902, em um cenário de controle militar e comercial dos Estados Unidos.

Esse arranjo favoreceu um modelo econômico baseado no grande latifúndio e na monocultura de cana-de-açúcar. Depois do fim da Primeira Guerra Mundial, consolidou-se uma burguesia nacional ligada ao capital dos Estados Unidos, concentrada no bairro de Vedado, em Havana. A maioria da população, porém, vivia em condições precárias, sem infraestruturas básicas e próxima do limite da sobrevivência.

Gerardo Machado chegou à Presidência em 1925, em meio ao agravamento do conflito entre a classe dominante e a maioria submetida às condições de trabalho e de vida do regime latifundista. A crise capitalista de 1929 provocou a queda das exportações cubanas de açúcar e tabaco e intensificou as lutas de resistência.

Após uma longa greve geral, Machado deixou o país. Um governo provisório foi derrubado um mês depois por um levantamento popular, que implantou o primeiro governo popular e progressista da história da ilha. Essa experiência durou pouco mais de 100 dias e foi derrotada com a participação de Fulgêncio Batista, que mais tarde presidiu a República entre 1940 e 1944 e realizou, em 1952, um golpe militar sob a liderança dos Estados Unidos.

Da oposição a Batista à vitória de 1959

Durante a ditadura de Batista, Fidel Castro se destacou no movimento estudantil enquanto cursava Direito. A experiência do Bogotazo, desencadeado pelo assassinato do candidato presidencial colombiano Jorge Eliécer Gaitán em 9 de abril de 1948, marcou sua formação política.

Em 26 de julho de 1953, Fidel liderou os ataques aos quartéis Moncada, em Santiago, e Céspedes, em Bayamo. Preso e condenado a 15 anos de prisão, apresentou no julgamento uma defesa que se tornaria a base programática da futura Revolução.

Uma anistia política libertou Fidel e outros insurretos em 1955. Pouco depois, eles fundaram o Movimento 26 de Julho e seguiram para a Cidade do México, onde organizaram a guerra revolucionária. Ao grupo juntaram-se outros cubanos e o argentino Ernesto Che Guevara.

Em 1956, Fidel e 82 guerrilheiros, entre eles Raúl Castro, Camilo Cienfuegos e El Che, desembarcaram do iate Granma. Na Sierra Maestra, formaram o Exército Rebelde, orientado pelas ideias de José Martí e pela defesa da soberania de Cuba.

Em 1º de janeiro de 1959, Santiago de Cuba, Santa Clara e Yaguajay estavam sob controle do Exército Rebelde. Em 8 de janeiro, Fidel entrou vitorioso em Havana, a Cidade das Colunas descrita por Alejo Carpentier.

A declaração socialista e a resistência

Os Estados Unidos iniciaram ações de desestabilização e contrarrevolução contra o novo governo. A pressão econômica aumentou em julho de 1960, quando foi eliminada a quota de açúcar importada de Cuba. Em janeiro de 1961, os dois países romperam formalmente as relações. Em abril daquele ano, ocorreu a tentativa de invasão da ilha na região de Playa Girón.

A Revolução assumiu caráter socialista em 16 de abril de 1961, quando Fidel anunciou essa orientação diante de milhares de cubanos. Em 1962, Washington usou essa declaração para formalizar o bloqueio econômico total, elaborado desde 1960.

O texto atribui à Revolução mudanças no acesso dos cubanos à educação, à saúde, à cultura, à alimentação e à habitação. Também relaciona a esse processo o fim do analfabetismo, a erradicação da discriminação racial, a participação das mulheres em todas as áreas da vida do país, a assistência aos idosos e o aumento da esperança média de vida.

A queda da URSS, em dezembro de 1991, abriu o chamado período especial, apresentado como a terceira fase da Revolução. Nesse período, a resistência do povo cubano e a solidariedade foram apontadas como elementos da continuidade do processo revolucionário.

Ana Saldanha, autora do artigo, é professora catedrática de Português na Faculdade de Línguas Estrangeiras da Universidade Normal de Hunan, na China. O texto é identificado como artigo de opinião e informa que não necessariamente representa a linha editorial da publicação original.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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