A notícia e o que está por trás
Brasil

Aleida Guevara pede inovação sem abandonar o socialismo em Cuba

Médica cubana reconhece dificuldades econômicas, defende mudanças sob avaliação popular e relembra a influência de Fidel Castro em sua vida.

Aleida Guevara defende que Cuba encontre novas formas de enfrentar suas dificuldades econômicas sem abandonar o socialismo. A médica cubana reconhece que parte das alternativas adotadas atualmente pode estar equivocada, mas afirma que é necessário confiar no processo e testar as medidas com participação da população.

“É preciso inventar, é preciso criar, é preciso ver como podemos sair do buraco em que estamos sem nunca perder a perspectiva de uma sociedade socialista”, afirma Aleida.

Para ela, as mudanças econômicas precisam ser analisadas também pelos efeitos sobre a igualdade social, a soberania e o projeto socialista. A população, diz, tem direito a manifestar dúvidas e críticas, enquanto as decisões devem ser avaliadas na prática. “O povo tem a última palavra.”

Saúde pública e debate sobre mudanças

Pediatra, Aleida apresenta a construção do sistema público de saúde como uma das principais conquistas da Revolução Cubana. Ela destaca um modelo baseado em prevenção, atendimento universal e acesso gratuito. Também recorda uma discussão que teve com Fidel Castro a respeito da organização dos médicos de família.

Ao comentar o presente do país, a médica menciona as dificuldades econômicas, as incertezas entre os cubanos e o risco de crescimento das desigualdades. Sua avaliação combina a defesa do sistema socialista com a necessidade de buscar respostas diferentes para a situação atual.

A relação com Fidel

Filha de Ernesto Che Guevara e de Aleida March, Aleida cresceu próxima de figuras centrais da Revolução Cubana. Entre elas estava Fidel, a quem chamava de tio. Quando ainda era bebê, ficou sob os cuidados de Celia Sánchez durante os bombardeios que antecederam a invasão da Baía dos Porcos. Foi nesse período que teve um de seus primeiros contatos com Fidel.

Fidel acompanhou momentos distintos da vida de Aleida e chegou a se apresentar à filha mais velha dela como avô. Ao recordar a morte do líder, a médica descreve uma Cuba tomada por um silêncio que nunca havia presenciado. Segundo seu relato, Fidel era visto por parte importante da população como pai, tio, irmão mais velho e amigo.

A entrevista também aborda Cuba dez anos após a morte de Fidel Castro. O conteúdo completo foi disponibilizado para integrantes do Clube de Membros do Brasil de Fato no YouTube.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.