MÉXICO — Uma cidadã dos Estados Unidos foi detida no México sob acusação de fornecer armas ao narcotráfico. A mulher, identificada pelas autoridades como Yanet “N”, foi relacionada pelo Exército e pelo Ministério Público a uma facção do Cartel de Sinaloa.
A legislação mexicana impede a divulgação dos sobrenomes de pessoas acusadas. Na operação, também foram apreendidos 5.400 cartuchos de munição e um veículo, informou o gabinete de Segurança, que reúne diferentes órgãos do governo.
O governo mexicano afirma que a maior parte das armas encontradas em cenas de crimes no país tem origem nos Estados Unidos. Desde a chegada de Claudia Sheinbaum à Presidência, em 2024, quase 30.000 armas de fogo foram apreendidas no território mexicano, de acordo com as autoridades.
“Com estas ações, afeta-se a capacidade operacional dos grupos criminosos e evita-se que armamento e munições sejam usados para gerar violência”, afirmou o gabinete de Segurança em uma publicação no X.
Disputa sobre o comércio de armas
Em 2021, o governo mexicano entrou com uma ação nos Estados Unidos contra fabricantes de armas, responsabilizando as empresas por contribuir para crimes violentos no México. A Suprema Corte americana rejeitou o processo em junho de 2025.
Outra ação, apresentada em 2022 contra cinco distribuidoras de armamento em uma corte do Arizona, continua ativa e aguarda uma decisão.
As operações contra o narcotráfico foram ampliadas durante o governo Sheinbaum sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirma que o México é governado pelos cartéis e ameaça adotar medidas próprias caso não veja resultados. A presidente mexicana rejeita essa acusação e se opõe a qualquer interferência estrangeira.
Em maio, Sheinbaum disse que o México contribui para reduzir o tráfico de drogas rumo aos Estados Unidos e defendeu uma atuação americana contra o envio de armas ao território mexicano: “Então, eles também têm que nos ajudar na diminuição do tráfico de armas”.



