A notícia e o que está por trás
Mundo

Peru anuncia entrada em coalizão dos EUA contra cartéis de drogas

Keiko Fujimori afirmou que o país participará do Escudo das Américas, iniciativa voltada à segurança regional e ao combate ao crime transnacional.

Peru anuncia entrada em coalizão dos EUA contra cartéis de drogas
Foto: Sebastián Castaneda/Reuters

A presidente recém-eleita do Peru, Keiko Fujimori, anunciou nesta sexta-feira (11) que o país vai aderir ao Escudo das Américas, coalizão liderada pelos Estados Unidos para combater cartéis de drogas. A declaração ocorreu durante a visita do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a Lima.

Em uma coletiva conjunta, Fujimori disse que a participação peruana deve acelerar o compartilhamento de informações e ampliar a coordenação contra facções criminosas que atuam além das fronteiras. A presidente relacionou a decisão à experiência do país no enfrentamento da violência política ocorrida na década de1990, quando seu pai, Alberto Fujimori, estava no poder.

“Agradecemos esta oportunidade [de aderir à iniciativa], porque nós, que já tivemos de combater o terrorismo, sabemos o quão difícil é enfrentar a criminalidade hoje em dia”, afirmou a presidente peruana.

Rubio apoiou a entrada do Peru na coalizão e disse que o continente americano é uma prioridade para a Casa Branca. “O envolvimento dos EUA na região não é um favor. É essencial para a nossa própria segurança, para a nossa própria prosperidade, para o nosso próprio bem-estar na América”, declarou.

Nos últimos meses, o Ministério das Relações Exteriores do Peru vinha indicando que Lima poderia integrar o Escudo das Américas. A adesão faz parte de um esforço para reforçar a segurança das fronteiras e a coordenação contra o crime transnacional.

A viagem de Rubio é a visita de mais alto nível ao Peru desde que Donald Trump iniciou seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, em 2025. De acordo com Fujimori, os governos também trataram do apoio de Washington para prevenir uma possível emergência ligada ao fenômeno climático El Niño.

Comércio e defesa

Fontes do governo peruano disseram que Lima também procura reduzir as tarifas aplicadas por Washington. Em julho, Trump elevou de 10% para 12,5% as taxas sobre produtos de 60 parceiros comerciais, entre eles o Peru. A medida afeta exportações agrícolas peruanas, como mirtilos, uvas e abacates.

Os dois países também adotaram medidas para estreitar a cooperação em defesa. Em janeiro, a Casa Branca designou o Peru como importante aliado entre os países que não pertencem à Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte. Na mesma ocasião, Lima encaminhou a compra de equipamentos e serviços dos Estados Unidos para modernizar a Base Naval de Callao, principal instalação naval peruana, próxima ao aeroporto internacional de Lima.

Antes de viajar ao Peru, Rubio passou por Equador e Colômbia para estreitar relações comerciais e de segurança com governos conservadores da América Latina. A Casa Branca também busca conter o avanço da China na região. Dados oficiais peruanos mostram que o comércio com a China cresceu 35% no primeiro semestre do ano, acima do aumento de 20% nas transações com os Estados Unidos. Em 2025, o comércio bilateral entre Lima e Pequim superou US$ 50 bilhões, enquanto as negociações com Washington somaram US$ 19 bilhões.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.