A ampliação do Move Brasil ocorre com um problema ainda não resolvido pelo governo: o crédito disponível para motoristas não tem sido convertido em financiamentos na velocidade esperada. A contratação depende da aprovação das instituições financeiras, e o volume liberado permanece abaixo da previsão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona nesta segunda-feira o projeto que modifica as linhas destinadas à renovação de veículos de profissionais do transporte. Para taxistas e motoristas de aplicativo, passam a ser elegíveis carros novos que cumpram critérios de eficiência e sustentabilidade, inclusive modelos elétricos e híbridos.
Uma das mudanças é o aumento do teto de preço dos veículos financiáveis, de R$ 150 mil para R$ 200 mil. O prazo de pagamento também foi ampliado, de seis meses para sete anos. O programa reúne ainda linhas para caminhoneiros e entregadores, e o texto sancionado inclui profissionais do transporte escolar.
A aprovação no programa, porém, não garante a liberação do dinheiro. Depois do cadastro, os bancos avaliam a capacidade de pagamento do motorista, podem exigir entrada e assumem o risco da operação. Por isso, mesmo quem atende aos requisitos pode ter o pedido recusado.
A dificuldade levou a cobranças dentro do próprio governo. Em agosto, Lula pediu mais agilidade ao Banco do Brasil e à Caixa na concessão dos financiamentos.
Até então, cerca de R$ 3 bilhões dos R$ 30 bilhões previstos para a linha voltada a taxistas e motoristas de aplicativos haviam sido liberados. O dado mostra a distância entre os recursos reservados e o montante efetivamente contratado, sem alterar a dependência da análise feita pelos bancos.



