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Economia

Pesquisadores questionam origem de avanço da OpenAI em problema matemático

Matemáticos afirmam que a empresa pode ter usado interações feitas em ferramentas de IA para desenvolver uma solução sobre Navier-Stokes.

Pesquisadores questionam origem de avanço da OpenAI em problema matemático

A OpenAI afirmou que um modelo de inteligência artificial ainda não lançado resolveu o problema de Navier-Stokes, mas matemáticos envolvidos em pesquisas relacionadas questionaram se interações feitas com ferramentas da empresa podem ter contribuído para o treinamento do sistema.

O anúncio foi feito na terça-feira, dia 8. A empresa apresentou uma solução gerada por IA e uma demonstração formal para uma questão que integra os sete Problemas do Milênio, conjunto elaborado pelo Clay Mathematics Institute. De acordo com a OpenAI, o trabalho exigiu 88 horas e milhões de dólares em poder computacional. O modelo, descrito como significativamente mais capaz que o GPT-6 Astra, ainda não foi lançado.

A contestação de um matemático

Poucas horas antes do anúncio, Tristan Buckmaster, da Universidade de Nova York, e Levent Alpöge, pesquisador da Anthropic, haviam publicado trabalhos desenvolvidos com auxílio de IA sobre três equações relacionadas a Navier-Stokes, conhecidas como Euler.

Em uma declaração divulgada junto aos artigos, Buckmaster afirmou que a OpenAI só teria demonstrado interesse pelo problema depois que a pesquisa de sua equipe se tornou conhecida. Ele também disse que a empresa teria recorrido à mesma abordagem incomum que ele e Alpöge vinham desenvolvendo.

Buckmaster contou que soube do trabalho da OpenAI no dia 3 deste mês. No dia seguinte, foi procurado por Sébastien Bubeck, pesquisador da empresa, e os dois se reuniram no domingo. Segundo o matemático, Bubeck conhecia a estratégia usada pela dupla, que envolvia vários modelos de IA, entre eles o Codex, da OpenAI, e o Claude, da Anthropic.

Essas ferramentas foram usadas para armazenar documentos e registrar interações. Buckmaster perguntou se o modelo que havia resolvido Navier-Stokes tivera acesso a esses registros. Bubeck teria respondido que o sistema não usava dados de usuários. Quando questionado novamente sobre o treinamento do modelo, porém, não teria dado resposta, segundo o matemático.

Bubeck também teria proposto que os pesquisadores publicassem primeiro os resultados sobre Euler e que, no dia seguinte, a OpenAI divulgasse o trabalho sobre Navier-Stokes. Buckmaster redigiria sozinho uma apresentação sobre o resultado, enquanto Alpöge ficaria de fora por trabalhar na Anthropic. O matemático recusou a proposta e disse que tornaria público o que havia ocorrido caso a divulgação fosse feita daquela maneira.

O que diz a OpenAI

A empresa publicou que seus pesquisadores e agentes de IA não haviam visto o trabalho dos matemáticos antes da publicação. Ao mesmo tempo, reconheceu que não poderia excluir a possibilidade de dados não identificados derivados do uso de seus produtos pelos pesquisadores terem contribuído para melhorar os modelos.

“não pode descartar que dados não identificados derivados do uso de nossos produtos por eles tenha ajudado a melhorar nossos modelos”, afirmou a OpenAI em seu blog.

Uma segunda suspeita foi apresentada por Andreas Thom, que afirmou, na rede social Mastodon, que a OpenAI teria usado interações dele com o ChatGPT para treinar o Astra. Thom disse ter procurado Bubeck para perguntar se as conversas haviam sido usadas no treinamento e recebeu como resposta que “elas nunca aconteceram”.

Mark Chen, diretor de pesquisa da OpenAI, classificou o anúncio como um marco para a pesquisa em IA e disse que a expectativa é que perguntas difíceis possam ser respondidas no futuro.

Cada Problema do Milênio prevê um prêmio de US$ 1 milhão. A lista foi publicada em 2000 e, desde então, apenas um problema foi resolvido. A OpenAI declarou que não reivindicará o prêmio se sua solução para Navier-Stokes for confirmada.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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