A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve suas projeções para a produção brasileira de combustíveis líquidos e para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 e 2027.
Para 2026, a entidade prevê aumento de 450 mil barris por dia (bpd) na produção de combustíveis líquidos, com média de 4,8 milhões de bpd. A expectativa para 2027 continua em expansão de 110 mil bpd, levando a produção média projetada a 4,9 milhões de bpd.
Produção em julho
Em julho, a produção brasileira de petróleo bruto avançou 21 mil bpd em relação a junho, alcançando média de 4,5 milhões de bpd. A produção de líquidos de gás natural recuou 10 mil bpd, enquanto a de biocombustíveis, principalmente etanol, permaneceu estável em aproximadamente 700 mil bpd.
Com esses movimentos, a produção total de combustíveis líquidos cresceu cerca de 11 mil bpd na comparação mensal e chegou a uma média de 5,3 milhões de bpd. O volume ficou 600 mil bpd acima do registrado um ano antes. A Opep aponta Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina como os principais responsáveis pelo crescimento da produção de líquidos neste ano.
A organização também chama atenção para possíveis limitações nos projetos brasileiros em regiões offshore. Embora existam planos de start-ups, o aumento dos custos de desenvolvimento e a inflação dos custos unitários podem pressionar a viabilidade dos projetos e provocar adiamentos nas decisões finais de investimento.
Perspectiva econômica
No cenário macroeconômico, a Opep preservou a previsão de crescimento do PIB brasileiro em 2,0% em 2026 e 2,2% em 2027. A entidade avalia que a expansão econômica deve continuar positiva, apoiada pelo afrouxamento monetário, pelos investimentos e pela continuidade de uma atividade doméstica robusta.
Ainda assim, permanecem incertezas relacionadas ao efeito defasado da política monetária restritiva e à possibilidade de adoção de uma política fiscal mais rígida.



