O ouro fechou em alta nesta terça-feira (29), depois de recuar quase 4% na segunda-feira (28). A recuperação foi apoiada pela demanda de bancos centrais e por movimentos de realização de lucros, mas perdeu força diante do temor de que os juros permaneçam elevados.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para dezembro subiu 0,27%, para US$ 4 179,7 por onça-troy. A prata para dezembro caiu 0,92%, a US$ 61,15 por onça-troy.
Pressão sobre os metais
O ouro continuou sob pressão após registrar, na segunda-feira, sua maior queda porcentual desde junho. A avaliação dos investidores é que o aumento dos custos dos combustíveis pode ampliar a pressão sobre o Federal Reserve (Fed) para elevar os juros na próxima reunião, em outubro.
O dólar também contribuiu para limitar a valorização do metal. A moeda avançou durante a sessão e testou máximas de vários meses, apoiada pela volatilidade do petróleo e pela alta dos rendimentos dos Treasuries.
Analistas do Erste Group avaliam que as compras de ouro pelos bancos centrais devem continuar em patamar elevado, mas dificilmente serão suficientes para produzir uma alta expressiva dos preços. Para o grupo, “há mais potencial para aumentos de juros nos EUA” em um cenário de elevada incerteza.


