SÃO PAULO — O ouro fechou em baixa nesta terça-feira, 8, pressionado pelo avanço dos juros dos Treasuries e pela alta do petróleo, movimento associado aos conflitos no Oriente Médio. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato mais líquido, com vencimento em dezembro, caiu 0,84%, para US$ 4.439,0 por onça-troy.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos ganharam impulso depois do payroll da última sexta-feira. Os dados, mais fortes que o esperado, aumentaram a percepção de que há espaço para novas elevações dos juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, nas próximas reuniões.
A prata para dezembro seguiu em direção oposta e avançou 0,39%, a US$ 67,00 por onça-troy.
Petróleo e conflitos
A alta do petróleo também reforçou a pressão sobre o ouro. Autoridades sauditas informaram que ataques dos Houthis atingiram instalações de energia, provocando incêndios e paralisações em operações de diferentes cidades. A refinaria de Jazan, da Aramco, esteve entre os alvos.
O Brent chegou a se aproximar de US$ 100 antes de reduzir a alta. O Goldman Sachs avaliou que o mercado está incorporando uma duração maior da guerra.
A divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos, prevista para esta semana, é apontada pelo Commerzbank como decisiva para a próxima decisão do Fed sobre os juros. O banco também citou a confirmação recente dessa importância pelo presidente da instituição, Christopher Waller.
O mercado está dividido sobre a reunião de setembro do Fed e precifica uma probabilidade de cerca de 60% de aumento das taxas. Para o Commerzbank, uma surpresa relevante nos dados de inflação, para cima ou para baixo, pode corrigir as expectativas de juros e deixar o ouro sujeito a uma semana potencialmente volátil.



