Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (4), em uma semana de avanço próximo de 8%, marcada pela retomada dos ataques aéreos dos Estados Unidos contra o Irã e pela resposta de Teerã. O mercado avalia se a escalada pode afetar o transporte de hidrocarbonetos pelo Estreito de Ormuz.
O petróleo Brent do Mar do Norte, para entrega em novembro, subiu 0,80% e terminou cotado a US$ 96,28 por barril. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou 0,20%, a US$ 91,48 por barril, para entrega em outubro.
A manutenção do fluxo de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz é central para a direção dos preços. Analistas do ING afirmaram que a escalada favorece a alta do petróleo, mas que esse movimento pode perder força caso os embarques continuem sem problemas. Barbara Lambrecht, do Commerzbank, disse que os relatos sobre o trânsito na rota não permitem determinar com clareza a situação.
Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede social Truth um gráfico que indicava o transporte de 18 milhões de barris por dia pelo estreito. Segundo Trump, o volume se aproxima dos 20 milhões registrados antes da guerra. O mercado considera que o presidente superestima os fluxos, mas não existe consenso sobre os números exatos.
A Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos (EIA) e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) devem divulgar na próxima semana suas atualizações mensais sobre oferta e demanda mundiais. As importações chinesas de petróleo bruto, previstas para terça-feira, também serão observadas como indicador da demanda.
A redução das compras chinesas ajudou a compensar a perda de milhões de barris no Golfo Pérsico provocada pelo conflito. Nos Estados Unidos, o diesel atingiu novo recorde nos postos, com média de US$ 5,85 por galão, equivalente a 3,78 litros, segundo a Associação Automobilística Americana (AAA).



