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Trabalho por aplicativos reúne 2 milhões de pessoas no Brasil, aponta IBGE

Pesquisa de 2025 mostra que motoristas de aplicativo trabalham mais horas e recebem menos por hora do que condutores não plataformizados.

Trabalho por aplicativos reúne 2 milhões de pessoas no Brasil, aponta IBGE
Foto: Reprodução/Agência Brasil

O Brasil tinha 2 milhões de trabalhadores por aplicativos em 2025, considerando pessoas que usavam essas plataformas como fonte principal ou secundária de renda. Os dados são da Pnad Contínua e foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O transporte de passageiros concentrava cerca de 1,2 milhão de pessoas. Aplicativos de entrega de comida e produtos eram utilizados por 585 mil trabalhadores, dos quais 376 mil eram entregadores. Já as plataformas de serviços gerais ou profissionais reuniam 313 mil trabalhadores.

Para 1,8 milhão de pessoas, o trabalho por aplicativo era a principal fonte de renda. Outras 182 mil recorriam às plataformas como fonte secundária. De acordo com o IBGE, o número de trabalhadores por aplicativos cresceu 36,8% entre 2022 e 2025. A participação passou de cerca de 1,5% das pessoas ocupadas no início da série para 2% no levantamento mais recente.

Os homens representavam 84,4% dos trabalhadores por aplicativos, enquanto as mulheres correspondiam a 15,6%. Entre os ocupados não plataformizados, a divisão era de 58,2% de homens e 41,8% de mulheres. A faixa de 25 a 39 anos concentrava cerca de 47% dos trabalhadores por plataformas digitais, ante 37,4% nos empregos não plataformizados.

A escolaridade intermediária predominava entre os plataformizados. Trabalhadores com ensino médio completo ou superior incompleto correspondiam a 62,5% do total.

A renda mensal média dos trabalhadores por aplicativos era de R$ 3.147, praticamente igual à dos não plataformizados, de R$ 3.148. Entre os condutores de automóveis, porém, os plataformizados recebiam em média R$ 2.873, contra R$ 2.805 dos não plataformizados. Esse grupo correspondia a cerca de 45,9% dos condutores, enquanto os demais representavam cerca de 54,1%.

A diferença de renda mensal vinha acompanhada de jornadas distintas. Os condutores plataformizados trabalhavam, em média, 45,9 horas semanais, contra 40,4 horas dos não plataformizados — uma diferença de 5,5 horas. O rendimento por hora era de R$ 14,4 entre os plataformizados e de R$ 16 entre os demais.

A contribuição para o INSS também era menos frequente entre os trabalhadores por aplicativos: 34% contribuíam, ante 62,4% dos ocupados no setor privado.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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